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Futebol

Botafogo aposta em quadrado ofensivo

Arquivo Geral

16/03/2007 0h00

O rendimento ofensivo do Botafogo nesta temporada é muito positivo. Em dez jogos, a equipe marcou 29 gols, média de 2,9 por confronto. Esses números, porém se tornam mais impressionantes se pegarmos os últimos três duelos, goleadas de 5 x 2 sobre CSA-AL e 7 a 0 sobre o Friburguense e vitória de 2 x 1 diante do Ceará.

Aí são 14 gols em três jogos, média superior a quatro por partida. Nesses três últimos compromissos o time apostou num quadrado ofensivo: Lucio Flavio, Zé Roberto, Jorge Henrique e Dodô, que quando não joga dá a vaga a André Lima, que mesmo na reserva é o artilheiro na temporada, com sete gols marcados.

A aposta foi favorável e está mantida para a partida de domingo, às 18h10 (de Brasília), contra o Fluminense, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), pela segunda rodada da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca.

“O Botafogo tem as suas características próprias e não vai mudar por causa do adversário. Temos uma maneira de encarar a partida e fazemos mudanças conforme as nossas necessidades. Se temos boas opções ofensivas é preciso usá-las, pois é sempre um bom diferencial. Claro que não vamos nos descuidar do setor defensivo, pois o Fluminense conta com atletas de qualidade em seu plantel”, disse o técnico Cuca.

Para os jogadores botafoguenses o fato de se tratar de um clássico também não deve alterar a escalação da equipe. O meia Lucio Flavio considera que o Alvinegro não fica vulnerável apenas por ter quatro atletas de características ofensivas. Para ele basta todos em campo terem consciência de suas obrigações.

“Isso é uma questão de você ter dentro de campo jogadores que consigam guardar bem suas funções em campo e proteger o setor defensivo. Dentro de um clássico poderemos ver esse aspecto ofensivo fazer a diferença pelas boas opções que temos na hora de decidir”, disse Lucio Flavio.

Peça fundamental para o sucesso do quadrado botafoguense, o meia Zé Roberto acredita que o sucesso recente do time se deve justamente a solidariedade tática dos atletas. “O quarteto funciona porque somos solidários em campo, já que, sem a bola, o time se torna muito defensivo, pois todos ajudam na marcação. Mas quando a posse de bola é nossa fica complicado para o adversário marcar, já que nos movimentamos muitos e criamos jogadas variadas.”

Realmente marcar o Botafogo hoje em dia é tarefa muito complicada. Pois quando o adversário consegue marcar os quatro destaques do plantel, aparecem elementos-surpresa, como o lateral-direito Joílson, que é meia de criação, e os volantes Túlio e Diguinho. Todos já marcaram, pelo menos, dois gols na temporada.

“Ter muitos jogadores habilidosos na frente é algo muito positivo, pois o adversário destaca muitos homens para a marcação deles e conseguimos aparecer como elementos-surpresa. Isso tem sido proveitoso e mostra que as opções são grandes, o que é fruto de muita dedicação e trabalho”, disse Joílson.

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