Cinquenta e um anos depois do bicampeonato mundial conquistado pelo Brasil no Chile, em 1962, parte do escrete recebeu merecidas homenagens ontem no Teatro Nacional. Visivelmente emocionados e aplaudidos por todos, os os veteranos aproveitaram a oportunidade para expor suas opiniões a respeito da atual seleção brasileira.
Sem manter nenhum contato com o público, os jogadores da seleção passam longe daqueles almejam conseguir um simples autógrafo. José Ely de Miranda, o Zito, ex-volante, reprova a medida e diz que quando tinha o gramado como segunda casa, a situação era totalmente diferente.
“Antigamente, a gente era mais próximo a todos e tinhamos contato direto com os torcedores. Lamento a atual situação pensando principalmente nas crianças porque elas gostam de sentir os jogadores e isso é uma delícia”, analisa Zito que, aos 81 anos tem uma memória para ninguém botar defeito.
Copa das Confederações
Com o pensamento no jogo de amanhã entre Brasil x Japão no Mané Garrincha, Zito mantém o otimismo e afirma que o Canarinho sempre será o melhor em campo. “Esse time pode dar certo, o Brasil sempre nos surpreende. Estamos bem listados de craques. Estamos tranquilos”, conclui o ex-jogador.
Nascido em Santos e o segundo maior artilheiro do clube paulista, José Macia, o Pepe, sente que a torcida está bem diferenciada do passado. “Eu tinha 15 anos quando o Brasil foi campeão pela primeira vez e, naquela época existia a emoção do rádio. Hoje, o público está mais frio, mas creio que quando a competição começar, tenho certeza que todos vão apoiar. O Brasil tem condições de produzir uma Copa excelente”, espera o ex-atacante e ídolo santista.