A fase de Alex Alves não é das melhores. No último sábado, durante a partida contra o Vila Nova, o atacante foi vaiado constantemente pela torcida e, para seu inferno astral particular, a equipe conseguiu alcançar os dois gols da vitória de 2 x 0 no segundo tempo, quando já fora substituído. Apesar da má fase, o jogador conquistou a confiança do técnico Vágner Benazzi, que garante a sua permanência entre os titulares.
“Futebol é fase, é momento. O Alex Alves está lutando contra uma coisa importante: preparo físico. E ele melhorou muito desde a minha chegada. De repente, todos os erros da equipe foram jogados em cima dele. A cobrança é muito grande, até pela passagem dele aqui no passado”, assegurou Benazzi.
O treinador se referia a 2003, ano em que Alex Alves acabou negociado durante a Segundona e mesmo assim permaneceu como artilheiro da competição até a fase final, com a Lusa eliminada, sendo ultrapassado pelo palmeirense Vágner Love. A confiança no futebol de três anos atrás levou a própria torcida a organizar uma vaquinha e bancar o contrato pedido pelo jogador, cerca de R$ 40 mil.
Para Benazzi, o fato de Alex ser o jogador mais famoso do elenco atrai a marcação dos rivais. Mesmo assim, sabe que não pode tirar o atacante justo na última rodada. Sem poder contar com o meia-atacante Souza, suspenso pelo terceiro amarelo, sequer tem material humano para isso. Alex fica e faz dupla com Giancarlo em Recife.
Ainda no gramado do Canindé, o atacante entende a postura da torcida, mas fez ressalvas contra o comportamento dela. “É normal o torcedor vaiar. É mais do que compreensível. Mas ficam pedindo raça, não dá para entender. A bola não está chegando. Está congestionado e o torcedor tem de entender. O Vila só deu um chute a gol em bola parada”, concluiu.