O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, promete ir até o final na briga com o árbitro Carlos Eugênio Simon. O dirigente está ciente de que terá uma longa batalha com o apitador nos tribunais, mas não se mostra preocupado com a chance de sair derrotado ou amargar qualquer tipo de prejuízo financeiro.
“O que falei está falado e sei das consequências dos meus atos. Não vou fugir do pau e aparecer agora falando que disse as coisas mais ou menos”, explica o dirigente, ainda revoltado com os acontecimentos do jogo entre Fluminense e Palmeiras.
Na esfera desportiva, Belluzzo começa a tomar conhecimento de possíveis punições. Segundo Paulo Schmitt, procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o representante do Alviverde pode ser denunciado em três artigos distintos, que variam desde ofensas morais a Simon até a prática de incitar a violência. A pena máxima chegaria a quatro anos de suspensão das atividades no Verdão.
Em Porto Alegre, Simon, por sua vez, fez o primeiro pronunciamento sobre os ataques do cartola palmeirense e prometeu “não se entregar”. Ainda por cima, o árbitro manteve a posição de que houve a falta de Obina em Maicon, mesmo com as imagens da televisão mostrando, em todos os ângulos, um lance normal.
“Ele perdeu uma boa chance de vir a público e admitir seu erro”, lastimou Belluzzo, que seguiu os ataques pessoais contra Simon. “Acho que falta um pouco de massa cinzenta a ele”, emenda.
Com um tom irônico, Belluzzo ainda propôs a aposentaria de Simon dos gramados e o início de uma nova carreira profissional. “Ele poderia virar cirurgião porque só opera”, acusa o economista.