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Futebol

Autuori minimiza ausência em coletiva e diz que estará lá no momento de crise

Arquivo Geral

30/10/2009 0h00

Na sexta-feira, Paulo Autuori compareceu a tradicional entrevista coletiva. Na quarta-feira, após vitória sobre o Avaí, o treinador não compareceu a ela, aparecendo em seu lugar o seu auxiliar René Weber. A medida foi tomada pela primeira vez desde que o treinador assumiu o time, em maio. Porém, sua utilização ocorreu em outros clubes em que a dupla passou. Por isso, Autuori minimizou o fato.


“No momento difícil, quem estará aqui para falar serei eu. Já faço isso há muitos anos. Não importa o que pensam e falam. Vou continuar fazendo isso, lutando para valorizar quem trabalha comigo”, garantiu o treinador.


Autuori não descartou que Marcelo Rospide, seu outro auxiliar, seja convocado para conceder entrevistas também. Rospide comandou o Grêmio em cinco partidas na Libertadores e nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, tendo um excelente aproveitamento, enquanto a direção negociava a vinda de Autuori.


O comandante gremista quer dar visibilidade aos profissionais que o cercam. Ele criticou o ciclo vicioso de treinadores, que ele mesmo se incluiu, que trabalham nos grandes clubes brasileiros. Ele acredita que esse tipo de atitude possa colaborar nesse ponto.


“Há momento de privacidade. É importante não se expor em alguns momentos. A cada dia que passa, busco mais a discrição”, explicou.


As vaias recebidas por Autuori durante o jogo com o Avaí não o abalam. Ele vê este tipo de atitude como normal. Os protestos dos torcedores que compareceram ao Olímpico. Ele afirmou que isso não teve nenhuma relação com sua ausência na coletiva no meio da semana.


Para fechar a entrevista de sexta, Autuori foi filosófico. “O sucesso é efêmero. Eu trabalho para ter prestígio, Quando se consegue isso, o telefone toca”.

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