“Na tarde de ontem (terça), falei por telefone com o Dr. Valed Perry, advogado da CBF, que me disse que o contrato do Santos com o jogador não seria registrado, em virtude do impedimento legal decorrente do ofício judicial, e que seu parecer seria pela devolução do documento à Federação Paulista de Futebol”, afirmou o cartola rubro-negro, na nota.
Marcos Malucelli garante que o Atlético-PR tem respaldo judicial para a renovação do contrato de Marcos Aurélio, que teve seu empréstimo no clube encerrado em 31 de dezembro passado.
O Furacão alega ter conseguido junto à 11ª Vara do Trabalho de Curitiba uma antecipação de tutela, garantindo ao clube a renovação do contrato do jogador. Além disso, o time paranaense diz que só libera o atacante mediante o pagamento de uma multa rescisória de R$ 6,5 milhões.
“O Santos, mesmo tendo conhecimento da pendência jurídica do atleta com o CAP, conforme declarações que seu presidente, Marcelo Teixeira, prestou à imprensa paulista, assumiu o risco de contratar o jogador nessas condições”, acrescenta o diretor do Atlético.
Marcos Aurélio atuou na temporada passada por empréstimo ao Furacão, mas tem seus direitos presos ao Bragantino, que também contava com a participação do empresário Zemer Ongarato. O Furacão alega que cumpriu o previsto para exercer a opção de compra do jogador.
Por outro lado, no anúncio da contratação do atleta, o presidente santista garantiu que o atacante seria inscrito na CBF e na FPF e que o Peixe não teria problemas com a equipe paranaense. Porém, o Santos ainda não divulgou a data de apresentação do jogador na Vila Belmiro.