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Futebol

Aterrorizado por própria torcida, Gimnasia entrega jogo ao Boca

Arquivo Geral

09/11/2006 0h00

A continuação da partida entre Gimnasia y Esgrima e Boca Juniors, interrompida no intervalo durante o dia 10 de setembro, foi disputada na noite da última quarta-feira em meio a uma polêmica que coloca em xeque o resultado do Torneio Apertura da Argentina.

Os jogadores do time de La Plata foram ameaçados até de morte pelos barrabravas (torcedores violentos) do próprio clube se não entregassem o jogo para o time da capital. O motivo: o principal rival do Gimnasia, o Estudiantes, briga com o Boca pelo título da competição.

O time da casa entrou em campo para o segundo tempo tendo a vantagem de 1 x 0 no placar, conquistada em setembro na partida suspensa pelo árbitro em razão da invasão de campo do presidente do Gimnasia. Nos 45 minutos restantes, no entanto, o Boca fez quatro gols e levou mais três pontos na tabela, abrindo quatro pontos de vantagem para Estudiantes e River com cinco rodada para o final do torneio.

Apático em campo, o Gimnasia se limitou a trocar passes de lado e cometeu um pênalti bobo antes do primeiro minuto. O torcedores presentes no estádio sequer protestavam e os jogadores do Boca mal comemoraram a vitória tal a estranheza da partida.

Antes do jogo, o diário argentino Olé noticiou um encontro dos atletas com a torcida organizada La 22, que teria ameaçado: “Se vocês ganharem, daremos um tiro em cada perna”. Fora isso, mensagens de texto teriam sido enviadas aos celulures dos jogadores com ameaças à família. Sem a garantia de segurança do presidente Juan José Muñoz, eles foram para o jogo pressionados pela situação.

A atitude da torcida seria uma retaliação à postura do Estudiantes durante uma partida contra o mesmo Boca Juniors no primeiro semestre. Na ocasião, o Gimnasia brigava com os xeneizes pelo título do Torneio Clasura e os rival teria feito corpo-mole.

A princípio, nenhum atleta do Gimnasia se manifestou sobre o assunto, mas nesta quinta-feira o zagueiro Ariel Franco confirmou o encontro. “Vivi uma situação que jamais havia vivido. Algo aconteceu, mas não daremos detalhes. Jogamos a partida com uma sensação rara e aterrorizados pelo que poderia acontecer”, disse.

O promotor geral de La Plata, Marcelo Romero, abriu investigações para apurar o caso. A Federação Argentina de Futebol deve se pronunciar sobre o assunto ainda nesta quinta-feira. Jogadores e dirigentes de River Plate e Estudiantes já dizem em campeonato manchado seja qual for o resultado final.

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