No final do Brasileirão 2002, o Palmeiras enfrentou o Vitória, da Bahia, precisando de três simples pontos para permanecer na elite nacional. Foi derrotado pelo rubro-negro da "boa terra" e passou pelo maior vexame da gloriosa história alviverde.
Quatro anos depois, o Verdão chega às duas rodadas finais da competição nacional em situação perigosamente semelhante. Ameaçado pela degola, o time precisa de um resultado positivo contra o Internacional para não ter que vencer o Fluminense no último jogo do campeonato e decidir sua permanência na elite na casa do adversário.
Preocupado com a situação, o centroavante Enílton fez o alerta: "Faltam dois jogos, duas finais, mas não podemos deixar para o último jogo. Temos que vencer no domingo de qualquer maneira para ficar de vez livre desse fantasma", ordenou.
O jogador lembrou que Ponte Preta e São Caetano têm colaborado bastante para o Palmeiras não estar em situação ainda mais tenebrosa, pois vêm perdendo compromissos e se afundando na tabela, mas teme que a sorte possa virar e complicar o Alviverde na reta final da competição.
"Estamos dando sorte até o momento, mas uma hora os adversários podem ganhar. Precisamos fazer a nossa parte o mais rápido possível para não precisar depender dos outros. Depender dos outros é muito ruim", reforçou.
Questionado sobre quem são os favoritos para fazer companhia a Fortaleza e Santa Cruz na Série B em 2007, Enílton foi direto: "Prefiro não opinar sobre quem vai cair. Só quero que o Palmeiras se salve", concluiu.