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Futebol

Argentinos reclamam de barriga cheia nessa Copa

Arquivo Geral

23/06/2006 0h00

Críticas ao excesso de jogos e ao calendário apertado são comuns, especialmente no Brasil. Só não se espera algo nesta direção durante uma Copa do Mundo. A surpresa vem da Argentina, já que o zagueiro Roberto Ayala resolveu reclamar do pouco tempo entre o terceiro jogo da primeira fase e o jogo dos hermanos nas oitavas-de-final.

"Não fomos beneficiados. Fizemos o esforço de ficar em primeiro lugar do grupo, e ter pouco descanso agora pode nos prejudicar”, criticou o jogador. "Mas o time tem que passar isto e se recuperar, para estar o mais inteiro possível", completou, resignado.

Depois de ter empatado sem gols com a Holanda na quarta-feira, os argentinos agora medem forças com os mexicanos neste sábado.  Com a classificação, é hora de pensar nos rivais, sem deixar a campanha na primeira fase empolgar demais os jogadores.

"Agora vem o México, uma equipe dura, que complica sempre. Aqui começa outra história, e os dois times têm as mesmas chances", descreve Ayala. "De nada vai servir o que fizemos até agora, mas sabemos que crescemos nas três primeiras partidas. Temos que continuar assim, porque até agora, fizemos um bom Mundial".

Chorões

Várias seleções vêm criticando os gramados alemães e, nesta quinta-feira, foi a vez da seleção argentina. De acordo com o zagueiro Roberto Ayala, os campos dos estádios da Copa do Mundo estão excessivamente escorregadios, o que prejudica as partidas.

"Às vezes, não sei com qual chuteira jogar. Coloco um tipo e não fico firme no campo, mal consigo ficar em pé. Contra a Sérvia, terminei com dores nas costas, porque tive que usar chuteiras mais altas. Parece que estamos jogando em uma pista de gelo, de patinação", reclamou Ayala.

Qual seria, então, a solução? O jogador sabe que a organização está no caminho certo, mas ainda não é o suficiente para encerrar a questão. "Os campos não estão ajudando o espetáculo a ser mais rápido e melhor jogado. Creio que seria melhor se regassem o gramado antes das partidas”, disse Ayala, ciente de que a Fifa tem atendido o pedido cerca de cinco horas antes de cada jogo.

Pode-se dizer que o zagueiro tem “experiência” para falar de patins sobre gelo. Pouco antes do Mundial da Alemanha, uma empresa petrolífera argentina gravou comerciais com os jogadores da seleção praticando diversos esportes. Para Ayala, sobrou a patinação artística. Como todos os outros companheiros, o resultado no comercial foi bem abaixo do esperado nos gramados.

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