Aos 35 anos, o lateral direito Arce abandonou os gramados. Nesta terça-fera, o jogador realizou em Paraguarí, sua cidade Natal, uma partida com ex-companheiros da seleção Paraguaia como Gamarra, Paredes, Cardozo, Struway e Cabañas para oficializar a sua despedida e pôr fim a uma carreira vitoriosa no futebol brasileiro.
Famoso pela precisão nos cruzamentos e nas cobranças de falta, Arce iniciou sua carreira em 89, pelo Cerro Porteño. Antes de se transferir para o Grêmio, em 95, Arce sagou-se campeão paraguaio nos anos de 91, 92 e 94.
No Olímpico, o ex-jogador conquistou, ao lado de Luiz Felipe Scolari, uma Copa Libertadores da América (95), o bicampeonato gaúcho (95 e 96), um Brasileirão (96), a Recopa (96) e a Copa do Brasil (97).
Foi uma das principais contratações do Palmeiras em 98, quando Felipão assumiu a equipe paulista. Em seu primeiro ano no Verdão, Arce venceu novamente a Copa do Brasil e a Copa Mercosul e, em 99, conseguiu seu segundo título da Libertadores.
Com a queda do clube para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro em 2002, Chiqui, como gostava de ser chamado, transferiu-se para o Gamba Osaka, no Japão. Dois anos depois, voltou ao Paraguai para defender o Libertad, onde encerrou a carreira.
Pela seleção paraguaia, Arce disputou as Olimpíadas de 1992, em Barcelona, e as Copas do Mundo de 1998 e 2002. No entanto, Arce não deverá se abandonar o futebol. Segundo os jornais paraguaios, o ex-jogador será o auxiliar técnico de Sérgio Markarián, treinador do Libertad.