Para piorar o clima ruim na cidade paraguaia de Luque, os dois gols do Chile saíram em pênaltis muito contestados pelo Brasil. Assim que Vidal converteu o segundo, os jogadores brasileiros correram em direção ao árbitro colombiano Albert Duarte. A polícia teve que ser acionada. O meia Fernando, que entrou no segundo tempo da partida, agrediu o juiz e acabou expulso.
O Brasil pareceu começar o jogo mais animado, tentando apagar a má impressão da última sexta-feira. Mas o que se viu durante o primeiro tempo foram tentativas frustradas do Chile no ataque, que evidenciaram os problemas defensivos da seleção. Com poucas chances na frente, o Brasil sentiu a forte marcação dos adversários.
A primeira grande oportunidade veio aos 12 minutos, quando Alexandre Pato aproveitou cobrança de falta, mas tocou a bola à esquerda do gol de Toselli. Esperança brasileira na competição, o atacante colorado se aproximou da área aos 27, após lançamento de Lucas, e aos 34, em cruzamento de Luiz Adriano melhora final primeira etapa. Nas duas vezes, a zaga chilena antecipou.
No segundo tempo, o Brasil esboçou uma reação logo aos sete minutos, num belo lance de Carlinhos. Ele atravessou a zaga chilena e tocou para Alexandre Pato, que não acertou o chute. Mas a resposta veio no mesmo instante com a cabeçada de Medina, após cruzamento da esquerda, em mais um gol perdido pelos chilenos.
Aos 12 minutos, o Chile perdeu o zagueiro Larrondo: a falta dura em Carlinhos rendeu a ele o cartão vermelho do árbitro. Mesmo com um jogador a mais, além das entradas de Tchô e Fernando, a seleção demorou para engrenar. Pior: continuava dando sopa para o azar. Não fosse uma grande defesa de Cássio, após chute à queima-roupa de Medina, aos 18 minutos o Chile conseguiria fazer o que não fez até então: abrir o placar.
Veio então o gol do Brasil. Amaral cruzou pela direita aos 24 minutos. Inteligente, Alexandre Pato fugiu da marcação e cabeceou livre, marcando 1 x 0 para o Brasil. Dois minutos depois, Amaral e Pato repetem a mesma jogada. Dessa vez, a bola passou por cima do gol de Toselli.
A vantagem numérica da seleção acabou aos 29 minutos. Luiz Adriano recebeu passe em posição irregular e tocou para as redes, mas o auxiliar anulou o gol. Logo depois, o atacante se estranhou com Martinez e também foi expulso.
Até então, parecia que todos os gols do Chile até agora, no hexagonal, se esgotaram no primeiro jogo, quando surpreenderam a Colômbia, primeira colocada do Grupo B na primeira fase, com uma goleada por 5 a 0. Novamente com dez contra dez, o adversário voltou a pressionar. E chegou ao empate no primeiro lance duvidoso.
Aos 38 minutos, O zagueiro Calinhos e o atacante Medina trombaram na entrada da área. O árbitro colombino enxergou pênalti, bem cobrado por Vidal. Mas a justiça foi feita um minuto depois, novamente numa boa subida de Amaral, que chutou forte em direção à zaga. No rebote, Tchô fez 2 a 1 para o Brasil.
Os chilenos permaneceram até o fim em busca do empate. Conseguiram novamente graças a um novo pênalti discutível: Fabiano Oliveira levantou demais a perna após cobrança de falta chilena na área. Mesmo atrapalhado pelos jogadores brasileiros, Vidal cobrou com perfeição, sem chances para Cássio. Fim de jogo, enquanto os jogadores brasileiros partiram para cima do juiz.
O Brasil volta a campo nesta terça-feira, em Assunção, contra o Uruguai: com esta, são três partidas em busca das quatro vagas para o Mundial do Canadá este ano, além das duas vagas olímpicas para Pequim em 2008. A partida está marcada para o estádio Defensores del Chaco, às 23 horas (de Brasília). Além de Luiz Adriano e Fernando, expulsos, o técnico Nélson Rodrigues não conta com o meia William, que levou o terceiro cartão amarelo.
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