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Futebol

Após massacre em Jundiaí, Paysandu se cala

Arquivo Geral

20/11/2006 0h00

A histórica goleada sofrida pelo Paysandu para o Paulista por 9 x 0, em Jundiaí, ainda reflete no cotidiano da equipe paraense. Brigando para evitar o rebaixamento à Série C, os dirigentes do clube preferem o silêncio às ameaças da torcida, em depredar a sede social do clube e também a casa do presidente Arthur Tourinho. Repórters tentara o contato telefônico com Tourinho, mas não foram atendidos. O mesmo com o coordenador de futebol, Marcos Mourinho.

Em Belém, a sensação no desembarque da equipe no domingo foi melancólica. Apenas três jogadores – os atacante Zé Augusto, Rodrigo Félix e Felipe Pintinho -, encararam o grande número de torcedores presentes no aeroporto. O restante saiu pelos fundos, escoltado pela polícia local em um microônibus cedido pela Infraero.

Foi a primeira vez que o Papão desceu à zona de rebaixamento nesta Segundona. Pior. Com 69,1% de chances de cair, a equipe tem 41 pontos e precisa de um resultado positivo do maior rival, o Remo, para permanecer na Série B. Tamanha humilhação pesou no comportamento dos torcedores. Alguns mais exaltados tentaram acertar Zé Augusto, que parou para atender a imprensa, com um punhado de milho.

‘Estou muito triste com tudo isso, mas quero continuar. Não queria ter perdido esse jogo (contra o Paulista), mas vamos esperar o próximo. Vamos ver se conseguiremos vencer, se Deus quiser”, disse o jogador, ainda atordoado com a partida de sábado. Segundo relata o jornal O Liberal, Rodrigo e Felipe, mesmo em silêncio, concordavam com a opinião do experiente companheiro.

Nos próximos dias, a transferência do jogo contra o Marília da Curuzu para o Mangueirão deve ser oficializada. Nervosos, os bicolores brigavam entre eles no aeroporto, preocupando a polícia para o decisivo confronto do próximo sábado. Somente o resultado positivo ajuda o Papão.

Do microônibus, apenas o técnico Sinomar Neves atendeu os jornalistas. Desgastado dentro do clube, confessou que a tática no momento é evitar o contato dos jogadores com a torcida e endossou o discurso de vergonha pelo momento.

“Estamos tentando espalhar o pessoal o mais rápido possível para evitar confrontos com a torcida. Essa goleada foi lamentável, vergonhosa. Vou ter que conviver com esta situação para o resto de minha vida. Nos resta agora juntar os cacos e armar o time da melhor maneira para vencer o Marília”, afirmou o treinador.

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