Dito e feito. O presidente do Vitória, Alexi Portela, entrará com um pedido de interdição do estádio dos Aflitos nesta segunda-feira na Federação Baiana de Futebol (FBF), que depois o repassará à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Tudo isto por causa da confusão que houve no vestiário rubro-negro na derrota por 1 a 0 para o Náutico no último sábado.
O episódio começou quando os jogadores e a comissão técnica do Vitória não conseguiram entrar nos vestiários após a partida porque a Polícia Militar jogou gás de pimenta no recinto. Além disto, os baianos acusam a PM de invadir a preleção do técnico Vagner Mancini no intervalo do jogo para dar voz de prisão ao goleiro Viáfara.
No entanto, a PM pernambucana tratou de desvalorizar o acontecimento e tratou o caso com normalidade. “Eles estão exaltados porque o time perdeu, tem que se entender isso. Não houve gás algum, a polícia não pode entrar nos vestiários”, declarou o Capitão Washington.
O técnico Vagner Mancini, por sua vez, desmentiu o oficial. “Ele é um mentiroso. O policial Washington interrompeu minha preleção no intervalo e deu voz de prisão ao meu atleta. Viemos aqui para jogador futebol”, afirmou.
Esta não é a primeira vez que ocorre este tipo de confusão nos Aflitos neste Brasileirão. Ainda no primeiro turno, na partida contra o Botafogo, o zagueiro André Luis e o presidente Bebeto de Freitas foram presos pela PM por desacato à autoridade.