Com problemas particulares que preferiu não tornar públicos, o meia Rosinei sofreu bastante em 2006. Após os jogos, o corintiano voltava para casa e ouvia a filha Mayra perguntar por que o pai não havia marcado nenhum gol para ela.
A última vez que isso havia acontecido foi no dia 6 de novembro de 2005, na vitória por 7 x 1 sobre o Santos. Na reta final dos 436 dias de jejum, o meia teve de ouvir o técnico Emerson Leão questionar suas finalizações a gol, fato que acabou lhe servindo como motivação na pré-temporada, realizada em Jarinu, interior de São Paulo.
“O professor me passou confiança e estou mais tranqüilo. Quem me conhece sabe que eu passei por muitas dificuldades em um assunto particular. Agora, estou tranqüilo e focado”, afirmou Rosinei.
Há dez anos no Corinthians, o jogador disse não ter sido comunicado oficialmente sobre o interesse do Internacional de Porto Alegre em seu futebol. Sua relação com o clube do Parque São Jorge é forte e sua intenção é permanecer. “Não estou sabendo de nada e estou muito feliz aqui. Quero fazer uma boa temporada para me valorizar e renovar meu contrato no final do ano”, disse.
Depois de elogiar a assistência dada por Christian, Rosinei dedicou o tão esperado gol à mulher, à filha e ao irmão. Curiosamente, a boa atuação surgiu exatamente no dia em que o jogador atuou improvisado na lateral direita. “Eu realmente não gosto de atuar neste setor. Porém, o Leão conversou bastante comigo e eu aceitei jogar ali porque estamos sofrendo com a ausência de jogadores”, explicou o meia.