Nunca a expectativa sobre a equipe havia sido tão grande, porém a seleção do Irã terminou de forma melancólica sua participação na Copa do Mundo 2006. Considerado por seu técnico, Branko Inankovic, como o “o melhor Irã da história”, o time asiático não venceu nenhum dos seus três jogos na primeira fase e ficou em último lugar no grupo D, atrás, até mesmo, da estreante Angola.
O primeiro tempo do jogo de estréia, contra o México, parecia ser um bom sinal: 1 x 1 e equilíbrio. Porém, na etapa complementar veio a triste constatação: o time não tinha fôlego para jogar 90 minutos, faltava juventude. Resultado: derrota por 3 x 1. No segundo jogo, outro revés, desta vez por 2 x 0 contra Portugal. A despedida da Alemanha foi com um empate por 1 x 1 com os angolanos.
No total, os iranianos somaram apenas um ponto no grupo F, terminando na lanterna. Angola, com dois empates, foi terceira colocada, enquanto os mexicanos, em segundo com quatro pontos, e portugueses, com nove em primeiro lugar, obtiveram a classificação para as oitavas-de-final.
No início, a maior preocupação de Ivankovic nos dias de preparação da equipe foi com a recuperação de três dos principais jogadores do elenco que estavam contundidos. O meia Ali Karimi, o ala Mehdi Mahdavikia e o goleiro titular Mirzapour puderam jogar, mas fora de forma. Fato que agravou a situação foi a perda do lateral-esquerdo Sattar Zare, que rompeu os ligamentos do joelho direito, e o meio-campista Mehrzad Madanchi, durante o campeonato.
Aliás, a contusão grave de Madanchi causou uma crise interna na seleção. O jogador saiu lesionado de um dos treinos, após levar uma entrada dura no tornozelo esquerdo da maior estrela do time, o também meia Ali Karimi, decepção do time. Na ocasião, revoltados, outros atletas do time foram para cima de Karimiu, que chegou a ser agarrado pela camisa.
Depois da eliminação, Ivankovic pediu seu desligamento do cargo e o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mohammed Dadkan, foi demitido, fatos que aumentaram ainda mais as dúvidas sobre o futuro da seleção iraniana. Para Mahdavikia, a solução é uma mistura mais correta e equilibrada de jogadores mais velhos, como Ali Daei, de 37 anos e artilheiro do time, e outros mais jovens. Resta saber se isto é capaz de criar um “melhor Irã da história” pronto para ir mais longe em outra Copa do Mundo.