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Futebol

Antônio Carlos volta da Europa pessimista

Arquivo Geral

06/11/2008 0h00

A vitória do Sporting Lisboa sobre o Shakhtar Donetsk não foi suficiente para entusiasmar o diretor-técnico Antônio Carlos, que conversou com o atacante Brandão, da equipe ucraniana, após a partida. O resultado aproximou o jogador do Parque São Jorge, porém não deixou o dirigente otimista sobre os possíveis reforços do Corinthians para 2009.


Antônio Carlos viajou à Europa acompanhado do presidente Andrés Sanchez. A justificativa da excursão foi um convite para assistir à etapa italiana da Fórmula Superliga – o diretor-técnico torceu pelo são-paulino Antonio Pizzonia, que representa o Corinthians, ao lado de jogadores da Roma, seu ex-clube. “Mas também fomos ver alguma possibilidade negociação”, reconheceu.


Antes de viajar, Andrés Sanchez se deixou levar pela empolgação do retorno do clube à Primeira Divisão e repetiu por diversas vezes que sonhava com a contratação do atacante Deivid, do Fenerbahce. Outro atleta que costumeiramente interessa ao Corinthians voltou à pauta: Liedson, do Sporting.


“Cheguei da Europa com as mesmas coisas que levei. Está tudo igualzinho, sem novidade nenhuma”, lamentou Antônio Carlos, com um sorriso tímido. “Em Portugal, conversamos com algumas pessoas. Só que, em relação ao Liedson e ao Deivid, não tem nada. Até porque o Liedson é um ídolo do Sporting, que não cogita vendê-lo nem para clubes europeus. Imagine, então, para um brasileiro. Já o contrato do Deivid terminará em maio. Precisamos esperar para saber de existe alguma chance, mas é difícil”, complementou.


Brandão, portanto, passou a ser o alvo imediato para o ataque. O jogador já declarou que gostaria de defender o Corinthians. “Falei com o treinador do Shakhtar [Mircea Lucescu], e ele não sabe nem se vai permanecer no comando do time. O problema é que o Brandão também é um ídolo na Ucrânia. O presidente ficou de pensar”, desconversou Antônio Carlos.


Apesar do pessimismo, o diretor-técnico avisou que não desistirá de uma grande contratação para a próxima temporada. “Existe esse sonho. Mas é como um amigo meu diz: pardal solto tem ao montes, enquanto os canarinhos estão todos presos. A gente vai conversar pelo Liedson e pedem € 15 milhões. Ninguém tem condições de pagar isso. Não quero alimentar uma ilusão no torcedor, mas dá para conseguir alguma coisa boa. É só ter paciência”, esperançou-se Antônio Carlos.


 

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