Menu
Futebol

Amoroso volta a afirmar que o São Paulo não é tudo isso

Arquivo Geral

08/01/2007 0h00

Em sua 16ª pré-temporada da carreira, o atacante Amoroso procurou evitar a polêmica, mas não conseguiu. O jogador mais uma vez reclamou do São Paulo, seu ex-clube, e disse ter descoberto que não é o único jogador que não recebeu o prêmio pela conquista do Mundial da Fifa de 2005.

“Pelo que eu sei, o Christian (Corinthians) e o Grafite (Le Mans) também não receberam. Por que uns receberam e aqueles que saíram do clube não?”, perguntou Amoroso, que não concorda com os dirigentes são-paulinos quando eles afirmam que o time do Morumbi é diferenciado. “De repente, o São Paulo não é tudo isso. Tenho certeza que se fosse aqui no Corinthians, eu já teria recebido”, opinou Amoroso, no mesmo dia em que a diretoria do Corinthians admitiu estar devendo as férias dos jogadores. O presidente Alberto Dualib se comprometeu a quitar todas as pendências até o final desta semana. 

Segundo Amoroso não há nenhum documento que prove o débito do Tricolor. O valor de R$ 200 mil para aqueles que jogaram os dois jogos no Japão foi acordado verbalmente, como é praxe no futebol. As medalhas dadas pelo governador Geraldo Alckmin como reconhecimento pela grande vitória são-paulina também seguem com Juvenal Juvêncio, presidente são-paulino.

“O que mais me chateia não é nem o dinheiro e sim a situação, a atitude deles. Já a medalha é uma coisa que seria legal para mostrar para os meus filhos para eles verem que fui reconhecido pelo governador por causa daquele título”, afirmou Amoroso, que, na época, dividiu o prêmio de melhor jogador da final da Copa Libertadores (um carro) com todos os funcionários do CCT.

Outro fator que diminui as chances de Amoroso receber o que o São Paulo lhe deve é o péssimo relacionamento de seu procurador, Nivaldo Baldo, com a diretoria tricolor. “Enquanto eles não me pagarem, o Nivaldo vai cobrar até a morte. Todo mundo conhece o Nivaldo. Ele tem o jeito dele, mas estamos certos na cobrança”, ressaltou Amoroso.

Além dos problemas financeiros com o São Paulo, Amoroso mostrou mágoa em relação à forma como foi tratado por ter preferido o futebol italiano após o término do contrato com o Tricolor. “Ninguém é louco de dizer não para o Milan. Seria o mesmo que dizer que o Mineiro foi mercenário por procurar o que é melhor para sua carreira”, concluiu.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado