Ser técnico da seleção brasileira não é fácil. Provavelmente, é o segundo cargo que mais pressão sofre no Brasil, depois do Presidente da República. Em cada esquina, um torcedor “corneta” o trabalho de Luiz Felipe Scolari. Uma alteração de peças aqui, uma mudança de postura ali… E nem quando o treino do escrete canarinho é fechado o gaúcho ganha um refresco.
Entre algumas poucas dezenas de torcedores que esperava para tentar acompanhar a atividade da seleção no Centro de Capacitação (Cecap) do Corpo de Bombeiros, estava um trio de amigos que suou bastante para chegar lá.
Eduardo Miguel, Caio Rangel e João Lucas caminharam cerca de seis quilômetros, desde a 906 Sul até o Setor Policial Sul para ver o escrete canarinho. Não conseguiram por conta do treino fechado, mas não deixaram de dar seus pitacos.
O trio de 16 anos viveu um dia de Felipão para fazer a seleção conquistar o título da Copa das Confederações. Entre clubismos e pitacos, os garotos se divertiram com a brincadeira. E se provocaram quando o assunto foi o gol.
“Já foi o tempo do Júlio César. Tem que ser o Cavalieri, dar uma chance para o garoto”, disse o tricolor Caio. “Primeiro, colocaria o melhor goleiro do Brasil para jogar, que é o Jefferson”, rebateu o botafoguense João Lucas.
Eduardo Miguel faria a mudança na frente. E uma muito pedida pela torcida brasileira “Colocaria o Lucas no lugar do Hulk.”
Funk para o Japão
A seleção japonesa também foi tietada. Nada de fãs de Honda ou Kagawa. Quem apareceu foi a funkeira MC Bandida, que causou rebuliço entre os marmanjos que passavam em frente Kubitschek Plaza, onde a equipe nipônica está hospedada.