O Diabo ficou com o vice-campeonato da própria Taça Guanabara no ano passado, quando perdeu por 3 x 1 para o Botafogo na final. Porém o último título estadual foi conquistado em 1960, quando o técnico era Jorge Vieira, que voltou esse ano ao clube para coordenar o departamento de futebol.
O treinador do América é o ex-jogador Aílton, com passagem por vários grandes clubes do país, e que está otimista com a formação do plantel para este ano. O Diabo conta com jogadores experientes como o veterano zagueiro Júnior Baiano, ex-Flamengo e São Paulo, e o atacante Marco Brito, que foi revelado pelo Fluminense e defendeu o Vasco no ano passado.
O veterano zagueiro Válber também voltou ao Diabo, mas está fora da estréia, pois se encontra fora de forma. “Esse ano a competição será mais complicada, pois os grandes clubes estão se preparando melhor. Mas a formação do plantel do América foi feita para que um time campeão fosse montado e isso me deixa otimista”, disse Aílton.
Já o Volta Redonda, que foi vice-campeão carioca em 2005, aposta no técnico Moreno, que chega credenciado por bons trabalhos no futebol capixaba, e no experiente meia Sérgio Manoel. “Nosso grupo é bom, equilibrado e que se preparou bem. Tivemos um bom desempenho nos jogos preparatórios e podemos ter uma estréia muito positiva”, analisou Moreno.
A abertura
Em Saquarema, o caçula Boavista, vencedor da segunda divisão em 2006, terá a missão de abrir a edição deste ano do Carioca contra o Americano, às 16h (de Brasília), no estádio Eucy Mendonça.
Para não fazer feio em sua estréia, o Boavista investiu e trouxe jogadores experientes como o meia Rodrigo Beckham, ex-Botafogo, e o atacante Alex Alves, ex-Vitória e Palmeiras. O técnico é o experiente Gaúcho. Já o Americano tem como técnico Nedo Xavier e uma base muito desconhecida, composta por reforços vindos do interior de outros estados. O principal deles é o zagueiro Romildo, ex-Ituano-SP.
Fica a expectativa pelo desempenho do time no primeiro ano após a morte de Eduardo Viana, o Caixa D´água, que presidiu a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) por mais de 20 anos e era acusado de beneficiar o time de Campos, do qual era o mais ilustre torcedor.
O presidente do Americano, César Gama, já parece temer pelo pior com a mudança de comando na entidade, já que o time estava acostumado a sempre estrear em casa. “A tabela é muito ruim para o Americano, vamos estrear fora de casa e depois já teremos Flamengo e Botafogo pela frente”, reclamou o dirigente.
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