Algumas horas depois de o sindicato dos jogadores de futebol da argentina ter sinalizado com a possibilidade de uma greve da classe, caso o caos que toma conta do futebol do país por conta da violência de torcedores não fosse controlado, a Federação Argentina de Futebol (AFA) resolveu agir e atendeu a um pedido dos atletas.
O presidente da entidade, Julio Grondona, junto de dirigentes dos principais clubes do país, prometeu mais segurança nos estádios e campos de treinamentos da Argentina. Mas a mudança de maior impacto foi a desistência de uma medida – considerada impopular pelos jogadores – tomada por ele próprio na última semana.
Grondona recuou e voltou a permitir a entrada de torcedores visitantes nos estádios. Eles haviam sido proibidos como forma de tentar conter a violência que assola os campos argentinos e que já havia interrompido ou adiado sete partidas nas 16 rodadas do Torneio Apertura do Campeonato Argentino.
“Vamos voltar a normalizar o futebol. Para isso, é preciso baixar os níveis de agressividade”, afirmou Pedro Pompilio, vice-presidente do Boca Juniors, atual líder do torneio.