A Fifa já julgou o caso na terça-feira e enviará o fax comunicando a primeira decisão nos próximos dias. Corinthians e Nilmar ainda não chegaram a acordo financeiro, mas a tendência é um acordo de compadres. “Qualquer que tenha sido a decisão da Fifa, ela é passível de recurso. A decisão deste recurso dura aproximadamente de seis a sete meses para sair. Neste período, o jogador fica no Corinthians, clube com o qual tem contrato”, acredita Paulo Amoretty, advogado contratado pelo Corinthians, mas que agrada também o estafe de Nilmar, diretamente interessado no caso.
Apesar de a disputa na Fifa ser entre o clube brasileiro e o francês, o futuro de Nilmar depende da pendenga. Ele quer se ver livre do Lyon para poder ter o passe livre o mais rápido possível. O Corinthians, no entanto, tem uma decisão da Justiça brasileira que o obriga a ficar no time paulista até o dia 28 de dezembro.
O caso é muito complicado. Graças à liminar que o prende ao Corinthians, o jogador ganhou mais chances de obter um parecer favorável da Fifa e, assim, se ver livre do vínculo com o Lyon. Por isso, os advogados do jogador também apontam a permanência do jogador no Parque São Jorge até o meio do ano, quando deve sair a decisão do recurso.
“Há o interesse do Nilmar em permanecer. A tendência é que ele fique no Corinthians até segunda ordem. Confirmamos que há o entendimento entre as partes”, disse André Ribeiro, um dos advogados do jogador.
Carta na manga
Apesar do acordo costurado momentaneamente, os advogados de Nilmar têm um trunfo. Podem recorrer à decisão da Justiça brasileira que prende o atleta ao Timão, quando bem entenderem.
O jogador tem propostas melhores financeiramente do que a do Corinthians, clube que está atrasando pagamentos e já lhe deve R$ 3,4 milhões atualmente. “Não é uma carta na manga. É no computador. Os últimos detalhes do acordo para sua permanência no Corinthians passam por uma parte financeira, mas menos do que todo mundo imagina. Se ele vai receber é irrelevante. O importante para ele agora é voltar a jogar após meses parado”, disse André Ribeiro.
Paulo Amoretty, advogado contratado pelo Corinthians, acredita na palavra dos representantes de Nilmar. “O jogador tem família no Brasil, nasceu no Paraná. Ficaria muito chato para ele eticamente virar as costas para o Corinthians, onde sempre foi bem tratado. Eu também conheço bem o Orlando da Hora, antes mesmo dele trabalhar com o Nilmar”, disse o advogado, que já foi presidente do Internacional de Porto Alegre.
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