Adriano foi um dos maiores responsáveis pelo 0 x 0 no primeiro clássico disputado por seu time no Campeonato Paulista. Não se trata do atacante do São Paulo, cujo gol foi anulado contra o Corinthians. Seu xará, muito menos badalado que o Imperador, já parou Valdívia quando o Santos enfrentou o Palmeiras e, no domingo, espera repetir o bom desempenho diante do Tricolor.
As maiores expectativas, entretanto, recaem sobre o Adriano do São Paulo. Até mesmo as do volante santista. “É difícil segurar o Adriano, mas, se o professor optar por mim na marcação, não terá problema nenhum. É preciso ter bastante atenção no jogo. Não só com o Adriano, já que o São Paulo tem ótimos jogadores, apesar de ele ser o principal”, respeitou o xará do Santos.
Em comum na carreira dos homônimos do clássico deste domingo, está Emerson Leão. Da mesma maneira que, hoje, aposta no volante santista, em novembro de 2000 o técnico impulsionou profissionalmente o Imperador ao convocá-lo pela primeira vez à seleção brasileira. Então no Flamengo, Adriano entrou no segundo tempo da partida entre Brasil e Colômbia, no Morumbi, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002.
“Ele era um garoto com futuro, centroavante canhoto, o que é raro, com uma disposição fora de série. Felizmente, não errei”, lembrou Leão, agora preocupado com o perigo que Adriano poderá oferecer ao Santos no domingo. “Para pará-lo, o melhor a fazer é não deixar que a bola chegue até ele. É um jogador de 1,90 m, mas temos um zagueiro com a mesma estatura para marcá-lo [Adaílton mede 1,90 m]. Não podemos dar colher de chá para ele”, alertou.
Ao lado de Rodrigo Souto no meio-campo do Santos, o volante Adriano será um dos responsáveis por evitar que o São Paulo crie jogadas para que o xará decida o jogo no Morumbi. O novato promete fazer o seu melhor para corresponder novamente, porém não quer que mais um 0 x 0 se repita em clássicos do Paulistão. “Tomara que o Kléber Pereira faça os gols e a gente saia com a vitória no domingo”, incumbiu.