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Futebol

Adriano confirma amizade com traficante, mas nega ‘presente’

Arquivo Geral

25/03/2010 19h04

Depois de Vagner Love comparecer na última terça-feira ao 15º DP do Rio de Janeiro, foi a vez de Adriano prestar esclarecimentos na tarde desta quinta-feira. O Imperador compareceu ao 22º Distrito Policial da capital fluminense e negou ter presenteado a mãe de Paulo Rogério de Souza, o Mica – chefe do tráfico de drogas no Morro da Chatuba -, com uma moto no valor de R$ 35 mil. Contudo, o atacante do Flamengo admitiu conhecer o traficante desde sua infância.

 

De acordo com o delegado Jader Amaral, responsável por questionar Adriano na delegacia da Penha, elogiou o jogador depois dos esclarecimentos prestados. “Tentei colocá-lo em contradição, mas não consegui. Inicialmente, estou satisfeito com as declarações do Adriano”, revelou a autoridade.

 

Durante o depoimento, Adriano confirmou a compra das duas motocicletas, uma vermelha e outra preta, no ano de 2008. No entanto, o jogador disse que a negociação para adquirir os veículos ficaram por conta de Marcos José de Oliveira, amigo do jogador conhecido como Marquinhos, que utilizou o cartão de crédito do Imperador para efetuar o investimento.

 

Na ocasião, o Imperador ficaria com uma das motocicletas para utilizar durante suas visitas à Vila Cruzeiro, justamente a registrada (emplacada) pelo amigo no nome da mãe do traficante Mica. A outra, por sua vez, serviria de presente para Marquinhos.

 

“As duas motos têm o nome do Adriano na nota fiscal, porque o cartão dele é que foi utilizado. Mas só a vermelha foi registrada no nome dele. O Marquinhos falou que vendeu a vermelha para comprar peças para sua van”, afirmou Jader, revelando o acontecimento que selou o fim da amizade entre Adriano e Marquinhos.

 

Convincente no seu depoimento, Adriano não deverá ser mais chamado para explicar seu envolvimento com traficantes da Vila Cruzeiro. Depois das declarações do jogador, a polícia concentrará suas atenções no despachante responsável pelo emplacamento das motos – conhecido como Jorge -, e em Marquinhos, que prestou depoimento na última quarta-feira e não convenceu as autoridades.

 

“Vamos analisar a documentação e ouvir o despachante para ver se precisaremos chamar o Adriano novamente”, completou o delegado responsável pelo caso.

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