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Futebol

Adivinha quem é o novo treinador da Seleção Brasileira

Arquivo Geral

22/07/2014 7h48

Lucas Magalhães

lucas.magalhaes@jornaldebrasilia.com.br

 

Foto: EFE/Antonio LacerdaCom Dunga sendo anunciado como o novo técnico da seleção brasileira após o fracasso da empreitada na Copa do Mundo em casa, o Jornal de Brasília propôs uma brincadeira com o torcedor brasiliense. 

Se levados em conta apenas os números de Dunga, Felipão e Mano Menezes no comando do escrete canarinho, quem seria o preferido da população? No “teste às cegas”, o escolhido foi mesmo o atual escolhido da CBF. 

Entre os entrevistados, Dunga foi o mais votado, com 57% das escolhas. O novo comandante foi seguido de perto por Felipão, lembrado por 43%. Mano Menezes sequer foi votado.

As opiniões, no entanto, apontavam para outro lado. O corretor de imóveis Davi Lins, por exemplo, tinha um nome em mente para a vaga deixada. 

“Eu escolheria o Tite. Seria apostar em algo novo, um cara que estuda o futebol”, opina. 

Com a escolha de Dunga no teste às cegas, Davi justificou o porquê de tê-lo apontado. “Só dá para escolher ele pelo aproveitamento mesmo”, brinca. 

Quem também não gostou da escolha por Dunga, mas o escolheu no teste às cegas, foi o militar Jonathan Profeta. “Não dá para discutir com os números dele comandando a seleção. Mesmo assim, discordo da forma com a qual arma o time”, diz. 

O autônomo Dalton César não gostou da passagem de Felipão pela seleção. E também é contra o retorno de Dunga. “Essa volta do Dunga é uma forma da CBF tapar um buraco”, argumenta. Ao escolher Felipão no teste cego, Dalton fez cara de poucos amigos.

Diante da maré de desaprovação pelo novo técnico, houve quem aprovasse seu retorno. 

A jogadora de futsal Dyanara Sbruzzi foi uma das que endossaram a volta, ressaltando a pressão que o treinador deve enfrentar já nos próximos jogos. 

“Não achei ruim a primeira passagem dele pela seleção. Ninguém queria assumir pela pressão. Se aceitou, é porque se sente preparado. Ele teve tempo para evoluir”, conta.

 

Brasilienses reprovam Dunga

 

 Apesar da pressão popular contrária à escolha de Dunga como técnico da seleção brasileira, a CBF dará de ombros para a opinião pública e anunciará hoje, em entrevista coletiva, que o gaúcho voltará a comandar a equipe.

Uma enxurrada de críticas ao treinador do Brasil na Copa de 2010 foi vista em Brasília, em um rápido passeio na Rodoviária. Não foi difícil encontrar quem detonasse a escolha do ex-jogador para a vaga de Luiz Felipe Scolari. 

O pedreiro João Batista da Silva foi veemente ao criticar a escolha de Dunga para a vaga. Corintiano, ele ainda fez questão de ressaltar um nome muito cotado pelos torcedores para comandar a seleção.

“Não aprovo essa escolha nem morto. Respeito a história dele como jogador, mas acho que ele não é um bom técnico. Acho que colocá-lo no lugar do Felipão é trocar seis por meia-dúzia. Eu contrataria o Tite”, opina.

Quem também elogiou o ex-técnico do Corinthians, que levou a equipe do Parque São Jorge aos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012, foi o autônomo Dalton César. “Na minha opinião, o Tite é o melhor técnico do Brasil na atualidade. Ele é o único treinador em que se vê alguma variação tática, coisa que a seleção não teve na Copa do Mundo. Com o Felipão, o time jogou do mesmo jeito contra Camarões e contra a Alemanha”, dispara.

O corretor de imóveis Davi Lins também reprovou a contratação de Dunga. “Não gostei da volta dele porque acredito que é repetir no erro”, diz.

Seguindo a mesma linha, o militar Jonathan Profeta afirma que trazer um ex-técnico da seleção de volta não é uma boa ideia. “Com a volta do Felipão, criou-se uma expectativa de que o Brasil iria ser campeão mundial e deu no que deu. Não acho que seja uma boa ideia fazer o mesmo com o Dunga”, aponta.


Volta para quebrar a sina


 Com tudo certo para assumir novamente o cargo de técnico da seleção brasileira, Dunga vai enfrentar uma sina negativa no seu retorno.

O Brasil nunca teve sorte com treinadores que dirigiram a equipe numa Copa e depois voltaram para disputar outro Mundial.

A sina negativa começa com Vicente Feola, treinador do primeiro título da seleção brasileira, em 1958, na Suécia.

Feola voltou a comandar a equipe em 1966, na Inglaterra. Mas naufragou. Em três jogos, somou uma vitória e duas derrotas.

Zagallo, por sua vez, triunfou em 1970, no tricampeonato conquistado no México. Mas, depois, fracassou em duas Copas. Em 1974, na Alemanha, ficou com o quarto lugar do torneio. Em 1998, Zagallo liderou a seleção até a final, mas caiu diante da França, por 3 x 0.

No Mundial de 1994, nos Estados Unidos, a seleção esteve nas mãos de Carlos Alberto Parreira. Mas o sucesso de Parreira parou por aí. Em 2006, ele voltou ao comando da seleção, que não obteve o mesmo sucesso.

 

Felipão trouxe o pentacampeonato em 2002, no Mundial que foi disputado no Japão e na Coreia do Sul. Mas, na Copa em casa, passou pelo maior vexame da história do Brasil, ao sofrer a goleada por 7 x 1 da Alemanha na semifinal. 

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