A anfitriã África do Sul, do brasileiro Joel Santana, e o Iraque, do rodado Bora Milutinovic, fazem neste domingo às 11h (Brasília) a partida de abertura da Copa das Confederações no estádio Ellis Park de Johanesburgo, futuro palco da final da Copa do Mundo de 2010.
Experiente, o técnico sérvio transfere toda a pressão para África do Sul, que para ele e a maioria das pessoas tem a obrigação de vencer, por jogar em casa e ser teoricamente mais forte.
“Nós não temos pressão alguma. Para mim, a pressão é para a equipe da casa, e isso é bom para nós”, assegurou Milutinovic, que assumiu o comando do campeão asiático em abril e que assegura que para sua equipe já é uma satisfação estar na Copa das Confederações e poder dar uma alegria ao castigado povo iraquiano.
Milutinovic, que já comandou México, Costa Rica, Estados Unidos, Nigéria e China, sabe que será muito difícil uma surpresa, mas, embora esteja há pouco tempo no cargo, já conseguiu conhecer o elenco e dar uma nova cara à seleção.
Por isso, Milutinovic já conscientizou seus jogadores de que é preciso enfrentar qualquer adversário. O sérvio sabe que, se jogarem bem, os iraquianos podem deixar os anfitriões de fora das semifinais.
Os sul-africanos, dirigidos por Joel Santana, estão conscientes dessa maior pressão perante rivais teoricamente inferiores, como Iraque e Nova Zelândia, que, por outro lado, obtiveram bons resultados em seus últimos amistosos.
Assim, o zagueiro Aaron Mokoena advertiu que o torneio não será fácil, especialmente depois do empate do campeão asiático com a Polônia na Cidade do Cabo (1 a 1) e da derrota da Nova Zelândia, seu segundo adversário, para a Itália (4-3), campeã do mundo.
“O Iraque demonstrou que não vai ser um adversário fácil. Não se deve menosprezá-los. Têm uma boa equipe, com um bom meio-campo e atacantes perigosos”, advertiu Mokoena, que assegurou que a vitória “é vital” para a África do Sul.
“Empatar ou perder não é uma opção. Precisamos dos três pontos para passar confiança para nós e os torcedores”, apontou Mokoena.
Joel confia que todos os seus jogadores cheguem à estreia em condições, como os meias Steven Pienaar e Teko Modise, que não estiveram na vitória por 1 a 0 no amistoso contra a Polônia, no Orlando Stadium.
O técnico brasileiro tem consciência de que a chave do jogo estará no meio-campo, e para isso trabalhou intensamente na recuperação de Pienaar e Modise, assim como não abrirá mão de contar com dois dos principais homens de frente, Bernard Parker e Thembinkosi Fanteni.
Joel já elogiou a seleção do Iraque e assegurou que “não será fácil ganhar”, embora tenha dito que tem confiança em seu time. Segundo o brasileiro, houve um trabalho duro e os jogadores assimilaram suas ideias e seu estilo.