Ganhar do Cerro era o mais importante para o Inter, na quarta-feira. A forma da vitória era irrelevante. O 2 a 0 aplicado nos uruguaios serviu para amenizar os ânimos no Beira-Rio, encerrar com uma série de seis jogos sem vitória e espantar uma possível saída do técnico Jorge Fossati.
Caso a vitória não fosse conquistada, o destino de Fossati, muito provavelmente, seria longe do Beira-Rio. Agora, o ambiente volta a ser mais tranquilo. “Nunca me senti pressionado, pelo contrário”, garantiu o treinador.
Entretanto, o discurso da direção não foi bem esse. Em entrevista a rádio Bandeirantes, o vice de futebol, Fernando Carvalho, foi questionado se Fossati seria demitido caso perdesse. A resposta foi reticente, dando muito espaço para interpretações. “Não é uma pergunta para ser respondida agora”, limitou-se a dizer o dirigente.
Em sua entrevista coletiva, o treinador estava aliviado, mas não eufórico. Consciente, mostrou saber que além de nada ter sido conquistado, o time não atuou bem.
“Sinceramente, comparando com o que fizemos no ataque nos últimos jogos, não tivemos no mesmo nível. Temos que pensar com objetividade”, analisou o comandante colorado. O primeiro gol foi contra e o segundo saiu em jogada trabalhada. “A autocrítica é nossa companheira. Se não, nós vamos nos enganar. Temos que ter os pés no chão”, complementou.
Para o jogo que rendeu a liderança do Grupo 5 da Libertadores, Fossati voltou a adotar o 4-4-2, escalando Giuliano e D’Alessandro ao mesmo tempo. “A formação, muitas vezes, passa pelo momento”, justificou.