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Fake News: Bebida alcoólica diminui efeito da vacina contra a COVID-19, afirma médico

Tomei a vacina e depois ingerir algumas taças de VINHO, isso significa que estou em risco?

Por Daiany Nasteoli 21/07/2021 6h09
Fake News: Bebida alcoólica diminui efeito da vacina contra a COVID-19

Notícia falsa diz que álcool reduz efeito da vacina, na verdade não tem sentido essa informação, pois não há evidências de relação entre imunizantes e bebidas alcoólicas – Explicou o médico Fernando Gomes.

“Primeiro, teriam que ter um trabalho científico para avaliar isso. A vacina não funciona da mesma maneira que, por exemplo, um antibiótico porque existem medicamentos que de fato tem recomendações para o não consumo de álcool. Ao ingerir bebida alcoólica o funcionamento do fígado é estimulado e por estimular o funcionamento do fígado, o nível sanguíneo do antibiótico ou do medicamento em questão é metabolizado mais rápido, ocorrendo assim à diminuição da concentração dentro da corrente sanguínea, só que com a VACINA não funciona assim, com vacinas você inocula dentro do organismo um antígeno que vai “simular” O coronavírus e só ao longo do tempo por isso que a vacina não funciona de ‘imediato’ no dia seguinte – Durante um período você vai ter o seu sistema imunológico trabalhando, criando anticorpos, criando defesa celular contra aquele antígeno que foi ali inoculado. Então a bebida alcoólica não tem esse poder, mas é lógico sempre fica a orientação, ao ingerir bebidas alcoólicas que seja com moderação”.

No início da pandemia surgiram alguns comentários, principalmente no leste Europeu dizendo que talvez a ingestão de vodka pudesse ajudar a higienizar a cavidade oral e com isso evitar a infecção pelo novo coronavírus, pudera né? Se fosse assim, talvez aí a gente tivesse uma forma bem mais simples de se proteger contra o vírus, mas infelizmente isso não é verdade.

Enfim, não existem estudos que indiquem, com exatidão, uma relação negativa entre o consumo de álcool e a ineficácia de uma das vacinas em distribuição no Brasil. As farmacêuticas responsáveis pela produção dos imunizantes não apresentam contraindicações em relação ao uso de bebidas e, durante o período de estudos clínicos do desenvolvimento das vacinas, os voluntários sequer são orientados a não consumirem álcool antes dos testes.

A Fiocruz, responsável pela vacina AstraZeneca/Oxford no País, emitiu nota há poucos dias afirmando que não há evidência de que o consumo de álcool interfira na eficácia das vacinas covid-19”. Um dos rostos mais conhecidos entre especialistas neste período de pandemia, Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, afirma que não existem fatos biológicos que sustentem a tese de que beber com moderação antes ou depois da vacina cause efeito adverso, ou limite o alcance do imunizante.

“É uma questão de bom senso apenas. Não tem nada de biológico nisso. Tomar uma cerveja, ou uma taça de vinho, não vai fazer a vacina perder seu efeito, é apenas uma questão de, se você vai receber uma coisa que é completamente nova, o ideal é que você observasse se você tem qualquer efeito adverso e que isso não estivesse mascarado pelo fato de você ter bebido”, disse Margareth em um vídeo da Fiocruz.

A Anvisa não apresenta qualquer orientação contra o uso do álcool antes da vacinação e diz, inclusive, que a bula dos imunizantes não faz menção à substância. Algumas secretarias de saúde, como a de Belém e de Fortaleza, estão recomendando que as pessoas evitem o consumo no intervalo de 24 a 48 horas para evitar possíveis efeitos colaterais, mas essa não é uma norma emitida pelo Ministério da Saúde.

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Lembro ainda pessoal que: Embora não há estudos específicos que relacionam os efeitos do consumo de bebidas alcoólicas com a vacinação contra a COVID-19, com base em outras pesquisas imunológicas sobre os impactos do álcool no organismo, é possível fazer uma relação e orientar a população. Então pessoal, o bom senso deve reger a relação concordam? Se você vai receber alguma dose da vacina e pretende tomar uma cerveja, ou uma taça de vinho, não precisa ter medo, mas evite excessos, a vacina precisa da produção de anticorpos em alta para garantir que o trabalho seja cumprido, porém, dentro dos efeitos do álcool, está a baixa atividade do sistema imunológico. Algo que pode interferir na resposta do corpo em relação à proteção contra a COVID-19.






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