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Notícia Animal

São Paulo reconhece vira-lata caramelo como expressão cultural

Lei estadual publicada no dia 22 visa proteger animais abandonados e destacar sua importância na sociedade paulista

Redação Jornal de Brasília

29/01/2026 16h15

Foto: Reprodução

O ‘vira-lata caramelo’ foi oficializado como expressão cultural de São Paulo por meio de uma lei estadual publicada no dia 22 no Diário Oficial e já em vigor.

A iniciativa busca dar maior visibilidade e proteção aos animais abandonados. No país, estima-se que haja cerca de 30 milhões de cachorros, gatos e outras espécies domésticas necessitando de cuidados.

“Respeitar os animais e proteger as vidas deles é um exercício de humanidade. Sabemos o quanto é importante acolher um cachorrinho quando ele procura um lugar para deitar, alguém pra ficar perto ou simplesmente mostrar como está feliz na nossa companhia. É uma troca de amor, carinho e cuidado”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas após assinar a lei.

A prática de abandonar animais é considerada crime, com pena de até um ano de detenção, que pode ser agravada em casos de maus-tratos ou riscos à saúde do animal.

Em São Paulo, denúncias de abandonos podem ser feitas à Delegacia Eletrônica de Proteção Animal pelo telefone 0800-600-6428. Na capital, os pets abandonados são recolhidos pela Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ) e disponibilizados para adoção.

Casos recentes de maus-tratos têm chamado atenção para a gravidade do problema. Em Praia Brava, no litoral de Santa Catarina, o cachorro comunitário Orelha foi atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro, resultando em eutanásia no dia seguinte devido à gravidade dos ferimentos.

As autoridades também investigam agressões contra o cachorro conhecido como Caramelo, que conseguiu escapar dos ataques do mesmo grupo.

Outro incidente ocorreu em Toledo, no Paraná, onde o cão Abacate, também comunitário, foi morto com um tiro de arma de fogo no dia 27, atingindo seus rins. A polícia apura a intenção de matar por parte do autor. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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