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Notícia Animal

Ações educativas com animais combatem violência e fomentam empatia

Caso de maus-tratos em Florianópolis impulsiona campanhas de ONGs e programas públicos para sensibilizar crianças sobre guarda responsável.

Redação Jornal de Brasília

03/02/2026 8h07

cachorro cao

Foto: Divulgação/Sepan-DF

O espancamento do cão comunitário Orelha por quatro adolescentes em Florianópolis (SC) gerou um amplo debate no país sobre violência contra animais, punição dos autores e medidas preventivas. O incidente, ocorrido na Praia Brava, destacou a banalização da violência e a falta de empatia, enquanto investigações policiais apuram outras ações dos jovens envolvidos.

A Teoria do Elo explica que a violência contra animais pode refletir exposições a outros tipos de agressão e indicar riscos para grupos vulneráveis, como crianças, mulheres e idosos. Para combater esse ciclo, organizações não governamentais (ONGs) e programas públicos promovem ações educativas focadas em empatia e bem-estar animal, especialmente entre crianças e adolescentes.

O Instituto Ampara Animal, que atua há 15 anos em cuidados e discussões públicas, lançará nos próximos dias a campanha ‘Quebre o Elo’. A iniciativa enfatiza a educação humanitária para criar uma sociedade mais empática e com menos violência, ensinando respeito aos animais de forma gradual, preferencialmente em ambientes naturais. Rosângela Gerbara, diretora de relações institucionais, destaca que a interação com pets ajuda a desenvolver compreensão de sentimentos e necessidades alheias, reduzindo comportamentos violentos.

No Distrito Federal e Goiás, a ONG Toca Segura cuida de cerca de 400 animais em abrigos e realiza iniciativas em escolas para promover educação empática. Voluntária há 15 anos, Viviane Pancheri enfatiza a importância de mostrar que animais sentem medo, abandono e felicidade, promovendo interações supervisionadas para ensinar responsabilidade. Eventos como domingos de passeio e feirinhas de adoção envolvem crianças e adolescentes, ajudando-os a superar medos e desenvolver cuidado, como no caso de uma voluntária que se tornou veterinária.

Em São Paulo, a prefeitura gerencia um centro de adoções com foco em guarda responsável e educação ambiental. O programa Superguardiões, iniciado em 2019, recebe grupos escolares de até 30 crianças para visitas mediadas, sensibilizando-as sobre respeito aos animais. Telma Tavares, da Secretaria Municipal de Saúde, explica que as crianças atuam como multiplicadores em suas famílias e comunidades. Outro projeto, Leituras, incentiva alfabetizando a lerem para cães e gatos, integrando o aprendizado sobre as trajetórias dos animais.

Essas ações facilitam a adoção, tornando os pets mais dóceis, e incluem orientações para evitar abandonos. Regras essenciais para adoção envolvem consenso familiar, avaliação de condições materiais e de tempo, adaptação da rotina e planejamento de vida compatível com os cuidados ao animal.

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