Com o retorno das aulas, planejar a lancheira das crianças se torna essencial para garantir energia e nutrientes adequados às atividades escolares. Essa tarefa pode ser simples e educativa para toda a família.
O envolvimento de crianças e adolescentes na preparação das refeições permite que todos conheçam melhor os alimentos e seus modos de preparo, além de promover tempo de qualidade em conjunto.
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, a base para uma alimentação balanceada em todas as idades é evitar produtos ultraprocessados. Deve-se priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, obtidos diretamente de plantas ou animais, sem alterações significativas em suas propriedades naturais. Para diferenciar, basta verificar o rótulo: se os ingredientes são conhecidos e poucos, trata-se de um alimento processado; se há cinco ou mais componentes com nomes difíceis de pronunciar, é ultraprocessado.
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) recomenda um método simples para montar a lancheira, dividindo os alimentos em três grupos: frutas e vegetais, grãos como arroz, feijão, aveia e sementes, e proteínas como carnes, laticínios e ovos. Para uma refeição saudável, o ideal é combinar um item de cada grupo.
Além disso, a Lei nº 5.146, de 19 de agosto de 2013, estabelece diretrizes para promover a alimentação saudável em instituições de ensino. Cantinas e comércios de alimentos devem seguir princípios que proíbem certos produtos e incentivam ofertas saudáveis. As escolas também precisam incorporar conteúdos pedagógicos sobre alimentação, hábitos e estilos de vida saudáveis.
O Fórum Permanente sobre Alimentação Saudável nas Escolas, um colegiado intersetorial com representantes do Governo do Distrito Federal e da sociedade civil, serve como referência para essas iniciativas.
Informações da Secretaria de Saúde.