Em meio a telas, jogos digitais e aplicativos, brincadeiras que marcaram gerações anteriores estão ganhando novo fôlego e voltando a fazer parte do dia a dia das crianças. Simples, acessíveis e cheias de movimento, essas atividades resgatam a essência do brincar livre, estimulando criatividade, socialização e gasto de energia.
Jogos como pular corda, amarelinha, esconde-esconde e pega-pega têm reaparecido em quintais, praças, escolas e até em festas infantis. Sem a necessidade de equipamentos sofisticados, essas brincadeiras estimulam coordenação motora, raciocínio e interação entre os pequenos, além de promoverem momentos longe das telas.
Outra atividade que voltou a fazer sucesso é o jogo de bolinha de gude, que desafia a concentração e a estratégia. Já o elástico, muito popular entre crianças nos anos 1990, reaparece como uma opção divertida que combina ritmo, equilíbrio e trabalho em grupo. O pião e a peteca também seguem firmes como alternativas simples e animadas.
Além do aspecto lúdico, as brincadeiras antigas aproximam gerações. Muitos pais e avós aproveitam para ensinar jogos da própria infância, criando momentos de troca e memória afetiva. Essa convivência fortalece vínculos familiares e mostra às crianças que a diversão não depende, necessariamente, de tecnologia.
Educadores também destacam os benefícios dessas atividades no desenvolvimento infantil. Brincar ao ar livre, correr, pular e criar regras coletivas contribui para a autonomia, a resolução de conflitos e o aprendizado social. Em tempos de rotina acelerada, resgatar essas brincadeiras é uma forma de incentivar uma infância mais ativa e criativa.