A maquiagem sempre acompanhou os movimentos da moda e do comportamento, e poucas disputas são tão recorrentes quanto o contraste entre o acabamento glow e o matte. Mais do que uma escolha estética, essas texturas comunicam sensações, estilos de vida e até estados de espírito. Ao longo dos anos, elas alternam protagonismo, mostrando que a beleza também é cíclica.
O visual glow, marcado pelo brilho suave e pela aparência de pele viçosa, ganhou força em momentos em que o natural e o bem-estar estiveram em evidência. Bases leves, iluminadores sutis e produtos cremosos reforçam a ideia de frescor, saúde e espontaneidade. É uma maquiagem que valoriza a luminosidade natural do rosto e transmite leveza, sendo frequentemente associada a uma estética jovem, descomplicada e contemporânea.
Já o acabamento matte surge como contraponto. Com textura opaca e aspecto mais uniforme, ele remete à sofisticação, controle e elegância clássica. Batons sem brilho, bases de alta cobertura e sombras aveludadas constroem um visual mais definido, muitas vezes ligado a ocasiões formais ou produções mais marcantes. O matte comunica precisão e segurança, além de oferecer maior durabilidade, especialmente em climas quentes.
O interessante é que, atualmente, essas duas propostas não se anulam — elas convivem. A maquiagem contemporânea aposta no equilíbrio, misturando pontos de luz estratégicos com áreas mais opacas do rosto. A pele pode ser matte na zona T e iluminada nas maçãs do rosto; os olhos podem combinar sombras secas com toques cintilantes. Essa fusão reflete um momento em que a beleza se adapta ao cotidiano e à individualidade.