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Moda e Beleza

Apostas da moda para os looks carnavalescos

Especialista em moda e uma produtora local destacam a volta do maximalismo dos anos 2000, o uso de cores contrastantes e a valorização do artesanato nos blocos do DF

Amanda Karolyne

03/02/2026 8h57

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Foto: Amanda Karolyne/JBr

A temporada de folia já está logo ali e o JBr quer saber quais são as tendências de moda que vão dominar os blocos de rua. De bodys de miçanga ao retorno do estilo dos anos 2000, a equipe de reportagem conversou com um especialista em moda e com uma artesã sobre como os foliões vão se vestir para curtir o Carnaval.

O estilista local Salomão Ferretti destacou que a volta das trends dos anos 2000 trouxe esse saudosismo nostálgico para as tendências do Carnaval deste ano. “A gente está vivendo essa volta ao passado para se divertir com essa coisa meio vintage. As pessoas estão ousando mais e voltando com o maximalismo da moda”, afirmou.

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Estilista Salomão Ferretti. – Foto: Amanda Karolyne/Jbr

Nos blocos de rua, ele acredita que haverá muitas estampas, cores vivas e sobreposições. Entre as tendências, estão o crochê e a estamparia. “A expectativa é que as pessoas voltem a ousar e usem mais cores, tendências de miçangas e body pants, além daqueles shorts com muita miçanga e muito paetê, muito brilho e cor, com uma camisetinha mais laranja ou verde”, exemplificou.

Além da volta do maximalismo, ele apontou a moda sustentável, que está integrada às tendências nostálgicas. “O que eu vejo dessa tendência sustentável nas ruas de Carnaval? A calça cortada como short. O sutiã que pode ser transformado em um grande top”, citou.

A recomendação que o especialista dá para os carnavalescos é: ouse. “O Carnaval sempre foi um momento de ousadia, de experimentação, de ser brega e cafona. Um momento de se divertir, e se a gente perde esse momento para ser uma pessoa clean girl, fashionista, é chato.” Ele indicou que as passarelas estão trazendo mais ousadia tanto para a moda masculina quanto para a feminina. “Tem mais cores contrastantes, tipo roxo com verde. Então eu recomendo coragem e ousadia na hora de montar o look com muito mix de cores e estampas”. Para ele, o Carnaval é isso: um shortinho vermelho com cinto verde e um biquíni com a bandeira do Brasil, outra tendência que está bem forte: o “Brazilcore”. Salomão afirma que o Carnaval no DF, como nos blocos do Eixinho e do Eixão, tem muita personalidade nas ruas.

Força feminina e sustentabilidade

A artesã e psicóloga Leyny Lopes começou a empreender este ano fazendo peças para o Carnaval. Ela já tinha o costume de criar acessórios para anos passados, mas agora o projeto ganha força com a união entre mulheres. A produtora local explicou que desenvolve as peças em conjunto com a parceira, Julia Pacheco. “Acredito que parcerias femininas sempre engrandecem a gente. E nós estamos criando peças como brincos, tops, correntes e saias, que são acessórios que as pessoas podem reutilizar depois ou transformar em novas peças”, ressaltou.

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Nas fotos as peças de carnaval feitas por Leyny Lopes e Julia Pacheco. – Foto: Amanda Karolyne/JBr

A sustentabilidade está em alta e o foco de Leyny sempre foi o reaproveitamento de materiais. “Nós temos reutilizado materiais de fantasias dos outros anos, ou então a pessoa nos procura com um top que não quer mais ou uma miçanga que está sem saber o que fazer em casa, e a gente dá nova vida a isso”, disse. A criadora acredita que o feriado significa renovação. “No Carnaval a gente pode reutilizar as nossas criações e trocar com outras pessoas. As miçangas, por exemplo, são feitas de plástico, que demoram séculos para se degradar, mas a gente pode recriar acessórios coloridos nesse sentido.”

Valorização e Brasilidade

Além da sustentabilidade, para Leyny, o “feito à mão” e a valorização da cultura nacional também são tendências fortes da temporada. “O artesanal tem um poder muito forte, ele é único e valoriza quem está com a mão na massa. É uma tendência que vem do ano passado e continua com cor”, pontuou.

A segunda tendência destacada pela artesã é o movimento “Brasilcore”, que celebra a identidade brasileira. Para Leyny, o momento é de exaltar o que é produzido regionalmente e superar a “síndrome de vira-lata”. “Está na moda ser brasileiro e acho que temos que aproveitar isso de maneira positiva. É sobre consumir a nossa cultura e valorizar o que é nosso aqui dentro, já que o nosso país está sendo valorizado lá fora”, finalizou.

Saiba mais:
Instagram das artesãs
@calango.atelieafetivo
@brinco.u
Instagram do estilista:
@salomaoferretti
@ferrettiwear

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