Em fase complicada na carreira, o paulista Flávio Saretta abre os confrontos da repescagem da Copa Davis, contra a Suécia, às 10h desta sexta-feira, com sentimento de revanche. Além de poder deixar o mau momento para trás e voltar a ter destaque no cenário mundial, ele enfrenta Andreas Vinciguerra com a possibilidade de devolver uma dolorosa derrota e dar o passo inicial para o triunfo brasileiro.
Há três anos e meio, Saretta foi colocado em situação de risco pelo ainda capitão Ricardo Acioly. No confronto contra os próprios suecos, pela primeira rodada do Grupo Mundial de 2003, entrou na quinta partida com a responsabilidade de vencer o mesmo Vinciguerra na casa do adversário, em quadra de carpete coberto. O resultado não foi bom para o então 85 do mundo: derrota por 3 sets a 2.
Agora, os dois tenistas chegam em momentos diferentes. Saretta caiu bastante no ranking (é o 124º) graças a ano conturbado, chega sem treinador, mas com motivação extra após longa série de treinos com o capitão e amigo pessoal Fernando Meligeni. Na entrevista coletiva desta quinta-feira, realizado em restaurante de Belo Horizonte, ele confirmou o sentimento e garantiu que vai com força para cima do rival.
“É hora da revanche. Lá ele jogou na situação que mais gostava, no carpete, com torcida. Mas aqui a situação é totalmente diferente, no saibro, a gente que tem a torcida. E não tem segredo: as partidas são de cinco sets e vou com tudo, vou ter que suar sangue para vencer”, prometeu Saretta, que recentemente encerrou parceria com Jaime Oncins, técnico que o acompanhava desde o final do ano passado.
O duelo de 2003 entre os dois foi o único até hoje. Da mesma forma que o paulista, Vinciguerra também caiu de produção, sofreu série de contusões e só voltou a jogar o circuito regularmente neste ano, com alguns bons resultados: um título no Challenger de Manerbio e outros três vice-campeonatos. Mesmo com o ranking ainda baixo (147º), o brasileiro sabe que não vai encontrar facilidade.
“O fato de o Vinciguerra ser o número quatro da Suécia não interessa muito. Aqui não tem jogo fácil. Ele é um grande jogador e muito experiente na Davis, mas não passa por minha cabeça perder. Não tenho medo e meu pensamento está apenas na vitória”, garantiu Saretta, que tem sete vitórias em Davis (cinco delas no saibro) e outras quatro derrotas.