Responsável pelo único ponto do país na repescagem contra os suecos, Saretta não se recuperou a tempo e demonstrou cansaço na derrota para o paulista Ricardo Hocevar por 7/5 e 6/4. Aos 21 anos, Hocevar comemorou a vitória mais expressiva de sua carreira. Apesar do feito, ele mesmo garante que não jogou bem.
“Entrei mentalmente solto, mas dentro de quadra estava um pouco preso. Aproveitei o momento, pois ele estava cansado em função da Davis. Acho que fiz por merecer este resultado, pois entrei com o propósito de ir bem no torneio, independente de quem fosse o adversário”, disse Hocevar.
Saretta, por sua vez, deu os parabéns ao adversário. “Ele foi melhor. Eu estava totalmente fora do jogo, bastante estressado. Ontem estava lá na Davis e hoje chegamos de madrugada em Gramado, num piso totalmente diferente, condições diferentes, bola mais rápida. Então, fiz o que eu podia. Estou bastante cansado”, justificou-se.
Já o mineiro André Sá, derrotado no duelo de duplas ao lado de Guga, mostrou-se recuperado. Contra o gaúcho Marcos Arend, Sá usou de toda sua experiência e fez 6/4 e 6/1. Na próxima rodada, seu adversário será o argentino Brian Dabul, que bateu outro tenista local, Giordano Bozza, por 6/0 e 6/1.
“Sempre é complicado jogar após uma derrota na Davis. Agora, depois da estréia aqui em Gramado, já passou um pouco, mas a ficha ainda está caindo. Temos que ser profissionais, mas eu ainda comentava com o Saretta no aeroporto: parece que saiu um caminhão das nossas costas”, desabafou o mineiro.
< !-- /hotwords -- >