Menu
Gastronomia

Perto de parar, Guga admite ser capitão do Brasil no futuro

Arquivo Geral

14/09/2007 0h00

Gustavo Kuerten espera jogar até 2010, mas reconhece que pode antecipar a aposentadoria caso não consiga disputar torneios de alto nível no ano que vem. Apesar da indefinição do quanto tempo ainda estará em quadra, o certo é que o futuro do maior tenista brasileiro de todos os tempos estará ligado ao esporte.

Ser capitão do time brasileiro na Copa Davis é uma das opções. “Não passa pela minha cabeça ser capitão porque não faz parte do meu dia-a-dia hoje, mas tenho intenção de contribuir, sim, e já venho tentando fazer isso dando uns toques para os mais jovens. Futuramente, eu gostaria de me envolver mais. Sinto a necessidade de devolver ao tênis tudo o que o tênis me deu”, diz.
Guga está em São Paulo participando dos treinos da equipe que vai encarar a Áustria entre os dias 21 e 23 de setembro na busca por uma vaga no Grupo Mundial da Davis em 2008. Ainda recuperando a forma física, o ex-número um do mundo vai para a Europa como reserva, apenas para auxiliar o capitão Francisco Costa nos treinamentos de Flávio Saretta, Ricardo Mello, André Sá e Marcelo Melo.

“Claro que, para eles (da Confederação Brasileira de Tênis), pode ser interessante eu ser capitão, mas hoje ainda posso ajudar os jogadores e o próprio Chico de outra forma”, afirma. “Estou tentando extrair o máximo dentro da realidade que estou vivendo. Vai ser bom treinar com eles durante esse tempo na Áustria, usufruir o trabalho em grupo e contribuir para esse ambiente de competição”, completa.

Apesar do discurso esperançoso, o catarinense de 31 anos sabe que sua trajetória nas quadras está acabando. E não esconde a preocupação com o futuro do tênis brasileiro. “Houve muito interesse no tênis, mas a qualidade não melhorou. Os projetos hoje são muito melhores do que hoje, mas em termos de resultados estamos até abaixo do que tínhamos. É preciso trabalhar a qualidade, não a quantidade”, analisa.

Para Guga, a Argentina é o exemplo. “O tênis brasileiro depende de investimento, mas de um investimento correto, trabalhando desde o infantil à transição para o profissional com treinadores definidos para cada etapa. A Argentina conta com muito mais gente com conhecimento de tênis envolvido na formação de atletas. É preciso identificar e capacitar essas pessoas aqui no Brasil”, ensina.

< !-- hotwords -- >
< !--/hotwords -- >

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado