A ex-tenista norte-americana Monica Seles admitiu nesta quinta-feira que pode retornar às quadras. Iugoslava de nascimento e atualmente com 34 anos, Seles disse que se inspirou na volta de Lindsay Davenport, que deu a luz a seu filho Jagger Jonathan em junho e que conquistou o título do torneio de Bali já em setembro.
Mesmo sem jogar oficialmente desde a edição de 2003 de Roland Garros, quando decidiu pendurar a raquete por conta de uma série de lesões no pé e nas costas, Seles continua em ação. Ao lado de Jennifer Capriati e Martina Navratilova, ela participa de exibições, o que possibilitaria fisicamente uma volta já em março no torneio de Miami.
“Ainda amo jogar. Isso foi algo que nunca perdi. O que Lindsay fez foi muito legal”, disse Seles, em entrevista ao jornal norte-americano Los Angeles Times, na qual lamentou sua própria displicência com a forma física que ostentava nos anos 90. “O que eu aprendi agora, eu gostaria de ter sabido antes. Como me alongar mais antes e depois dos jogos. Vencia por 6/3 e 6/1, e dizia que havia sido fácil, que não precisava me alongar”, reconheceu.
Curiosamente, assim como as compatriotas Davenport, Navratilova e Capriati, Monica Seles também liderou o ranking da WTA – em seu caso, entre 91 e 92. Ainda como iugoslava, ela conquistou o primeiro de seus nove Grand Slams em 90, ao levantar o troféu de Roland Garros.
Nos dois anos seguintes, ela simplesmente dominou o circuito, conquistando em ambas as temporadas os títulos do Aberto da Austrália, de Roland Garros e do Aberto dos EUA. Em Wimbledon, foi vice-campeã em 92, depois de ter ficado de fora do Grand Slam inglês no ano anterior.
A carreira e a vida da tenista quase foram interrompidas em 93, após mais um título do Aberto da Austrália, quando ela foi apunhalada por um torcedor nas quartas-de-final do torneio de Hamburgo. Seles não apenas sobreviveu, como ainda retornou às quadras em agosto de 95, vencendo o evento australiano pela quarta vez no ano seguinte.
“Acho que posso dizer que tive duas carreiras no tênis, e talvez eu venha a ter uma terceira. Certamente eu não poderei jogar toda uma temporada, por conta do pé, mas estou pensando nos Grand Slams e em alguns bons torneios que levem a eles. Não vou me decider antes do começo do ano, e a Austrália certamente não sera possível. Mas talvez Miami”, avaliou a ex-tenista, dona de 53 títulos na carreira.