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Gastronomia

Dupla sueca atribui vitória a mudança de tática

Arquivo Geral

24/09/2006 0h00

Os números provam que Jonas Bjorkman e Simon Aspelin eram favoritos para a partida de duplas. Afinal, o primeiro ocupa a quarta posição e o segundo é o 17º do ranking de duplas. Mas o baixo desempenho de atuações em conjunto ainda tirava o sono dos jogadores. Por isso mesmo, a vitória foi especial e representou a quebra de série de três derrotas na Copa Davis.

Os dois haviam perdido para duplas fortes, como os indianos Leander Paes e Mahesh Bhupathi, os norte-americanos Mike e Bob Bryan e os argentinos David Nalbandian e Agustín Calleri, no saibro e fora de casa, e resolveram mudar a tática para obter um triunfo. Assim, inverteram a posição original da dupla, com Bjorkman agora na esquerda e Aspelin na direita.

A troca foi considerada fundamental para o melhor desempenho. “A gente sempre atuou bem junto. Nas três partidas tínhamos ido bem, mas sempre perdido. Então sabíamos que precisávamos mudar alguma coisa e resolvemos inverter os lados. Essa foi uma boa oportunidade para isso”, contou o experiente Bjorkman, tenista de 34 anos.

O sueco não quis entrar em polêmica e rechaçou a idéia de ter entrado com sentimento de vingança pela derrota para Guga e Sá na Suécia, em 2003, e destacou a importância do ponto conseguido no domingo à tarde. “Não foi revanche. A gente joga muitas partidas e não pensa assim. E lá a gente perdeu a dupla, mas ganhou o confronto”, lembrou Bjorkman.

“Duplas é sempre assim em Copa Davis. Geralmente quem vence este ponto ganha o confronto. Então estamos nos sentindo bem por ter vencido, por estar com 2 a 1 de frente. Mas não está acabado”, completou o veterano, que foi apoiado pelo capitão Mats Wilander. “É uma diferença grande e ganhamos energia quando o (Robin) Soderling venceu. Entramos mais animados agora”, apontou.

Wilander ainda comentou sobre a possibilidade de mudar o time para a segunda-feira e, mesmo sem confirmar, deu a entender que pensa em manter Soderling e Andreas Vinciguerra. “Por enquanto penso em manter. Mas muitas coisas podem acontecer durante a noite”, disse, provocando risos dos presentes à coletiva. “Eles (Soderling e Vinciguerra) jogaram bem e no saibro não tenho muito que pensar”, contou.

Sobre a torcida, os “frios” suecos se mostraram felizes com a participação dos brasileiros e disseram não estar incomodados. Pelo contrário. Bjorkman mostrou até um pouco de inveja. “Os suecos são muitos tímidos e lá não tem essa animação toda. E é bom jogar numa situação dessas, muito melhor do que estar na quadra 19, sozinho, sem ninguém ver. E eles aqui foram justos, apenas barulhentos”.

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