Das lâminas de pedra lascada usadas há 2 milhões de anos às modernas facas de cerâmica, a história da humanidade caminha lado a lado com as ferramentas de corte. Para celebrar essa tradição que une arte, fogo e aço, a Estância Gaúcha do Planalto recebe, nos dias 18 e 19 de abril, a 8ª edição do Salão Brasiliense de Cutelaria.
O evento é uma oportunidade para o público conhecer de perto o trabalho dos cuteleiros — artesãos que resgatam as tradições dos antigos ferreiros medievais para criar peças únicas. Quase extinta durante a Revolução Industrial, a cutelaria artesanal ressurgiu com força na década de 1970 e hoje se consolida como um mercado de luxo e colecionismo, com peças que podem alcançar valores de dezenas de milhares de dólares.
Brasília
Brasília detém o título de maior polo brasileiro de formação de mão de obra para este setor. Isso se deve à Escola de Cutelaria da Universidade de Brasília (UnB), instalada no Instituto de Artes (IdA), que mantém viva a técnica de transformar metal bruto em instrumentos de alta precisão e estética refinada.
O objetivo do Salão é ambicioso: consolidar-se no calendário internacional, espelhando-se nos famosos “Blade Shows” dos Estados Unidos e da Europa.
Forja, Gastronomia e Defesa
Mais do que uma exposição, o evento oferece uma imersão no universo da cutelaria. Os visitantes poderão acompanhar demonstrações de forjamento ao vivo, vendo o metal ser moldado pelo fogo e pelo martelo.
A programação também conta com:
- Palestras: Temas que vão desde o colecionismo e gastronomia até técnicas de sobrevivencialismo e defesa pessoal.
- Práticas Interativas: Áreas destinadas à Arqueria (tiro com arco), Bushcraft (técnicas de vida na selva) e Carving Wood (escultura em madeira).
- Culinária: Para acompanhar o clima, será servida a tradicional comida campeira gaúcha.
Serviço
Local: Estância Gaúcha do Planalto
Data/Horário: 18 de abril (sábado, das 10h às 19h) e 19 de abril (domingo, das 10h às 18h)
Informações: (61) 9 8429-6680.