Em uma geração que conta com o top 10 Richard Gasquet e a eterna promessa Gael Monfils, poucos franceses imaginavam que seria Jo-Wilfried Tsonga o responsável por voltar a dar esperança a um dos países mais tradicionais no tênis masculino. Mas a zebra número 38 do mundo, em um ritmo alucinante, conseguiu recolocar a sua pátria de volta a uma final de Grand Slam após sete anos e com grandes chances de quebrar um tabu de 25 anos sem conquistas em torneios de grande porte.
Embora o tênis feminino tenha visto Mary Pierce faturar o Aberto da Austrália em 1995 e Roland Garros em 2000, Amélie Mauresmo se sagrar campeã das duas competições em 2006 e até mesmo a surpreendente Marion Bartoli decidir Wimbledon em 2007, a França não vinha bem em simples masculino.
O último representante do país a chegar à final de Grand Slam havia sido Arnaud Clement, no Aberto da Austrália de 2001, quando acabou batido pelo norte-americano Andre Agassi na final por 3 sets a 0, com 6/4, 6/4 e 6/2.
Outros franceses que chegaram à última etapa de um Grand Slam ao longo da década de 90 foram Cedric Pioline, com as finais do Aberto dos Estados Unidos-1993 e de Wimbledon-1997, sendo batido em ambos pelo norte-americano Pete Sampras na decisão. Há 20 anos, em 1988, o finalista francês foi Henri Leconte, superado em Roland Garros pelo sueco Mats Wilander.
O último francês campeão de Grand Slam foi Yannick Noah, em 1983. Na final, o tenista de Sedan, então com 23 anos, superou Wilander na decisão por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 7/5 e 7/6.
Para Tsonga quebrar o incômodo tabu de Noah, no entanto, o azarão terá que superar mais um gigante: ou o suíço Roger Federer, número um do mundo, ou o sérvio Novak Djokovic, terceiro colocado do ranking de entradas da ATP. A final e a chance de ouro para o francês de 22 anos serão no domingo.