Quem já teve a sensação de estar tendo o mesmo sonho mais de uma vez pode se sentir assombrado por uma ideia de que existe uma mensagem que precisa ser compreendida, afinal, ter um sonho repetido pode parecer algo bem incomum.
A verdade é que, alguns tipos de sonhos são mais recorrentes do que outros e, até por isso, acabam tendo seus significados e entendimentos pacificados, como alguns dos que vemos em sites como o Apsique, aqui do Brasil e seu irmão italiano, o Lapsiche.
Sonhos com dente mole ou caindo, estar nu diante de muitas pessoas ou passar por algum constrangimento em público são alguns dos sonhos que podem acontecer diversas vezes na vida de uma só pessoa.
Estar voando, por exemplo, é um sonho que muitas pessoas têm, repetidamente, ao longo dos anos.
Especialistas do mundo todo vêm, ao longo dos milênios, estudando o ato de sonhar e seus significados e, recentemente, Bill Domhoff, um dos reconhecidos pesquisadores de sonhos, coletou mais de 20 mil relatos de pessoas ao redor do mundo para estudar os padrões existentes e formular teorias. O levantamento deu origem a um “banco de sonhos” online.
Perguntado sobre algumas constatações de seu estudo, respondeu: “Os sonhos dramatizam nossas preocupações e, muitas vezes, encenam o pior dos cenários, como ser reprovado em uma prova ou esquecer o diálogo em uma peça de teatro. Eles não só abraçam nossos desejos, mas nossas preocupações, nossos medos e nossos interesses. Se eu compilasse cem sonhos seus ao longo de várias semanas ou meses, encontraria vários temas e consistências”.
Além de Domhoff, outros pesquisadores já alcançaram resultados interessantes na pesquisa sobre o que acontece com o cérebro e o corpo humano enquanto sonhamos.
O fisiologista Eugene Aserisnky, da Universidade de Chicago, em pesquisa realizada em dezembro de 1951, conectou seu filho de 8 anos a um eletroencefalograma para analisar as ondas cerebrais produzidas durante o sono. No início, não notou grandes atividades, mas, percebeu que, de repente, as agulhas do aparelho começaram a se mover rapidamente.
O cientista acreditou que seu filho tivesse acordado, mas ao entrar no quarto percebeu que, na verdade, ele continuava dormindo.
O monitor demonstrava que os olhos e o cérebro da criança estavam bastante ativos e foi a partir daí que se criou o conceito de fase do sono REM (Rapid Eye Movement), ou, em português, MOR (Movimento Ocular Rápido),
Os ciclos MOR acontecem mais ou menos a cada 90 minutos e podem durar até meia hora. Em adultos, constituem um quarto do sonho. Nesse estágio, “o tônus ??muscular do corpo começa a diminuir e desaparece completamente. Na verdade, os únicos músculos que estão trabalhando são o diafragma (para expandir os pulmões) e o coração”, explica o pesquisador Mark Balgrove, da Universidade de Swansea, no País de Gales.
“Essa perda de tônus pode acontecer para que a gente não aja fisicamente em toda cena que ocorre durante o sonho, que muitas vezes envolve movimento. Pode ser perigoso agir quando você está dormindo”, adverte Balgrove.
Durante esse período de sono (REM ou MOR), é certo: as pessoas estão sonhando e, muitas vezes, sonhos que já tiveram antes, pois assim como são realizadas ações repetidas ao longo dos dias, o cérebro também pode repetir informações enquanto as pessoas estão dormindo. Isso é perfeitamente normal e não deve ser motivo para preocupação.
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Redação: Bruna Bozano.