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Bem Estar

Trombose pode evoluir sem sintomas e exige atenção aos fatores de risco

Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, reforça a importância da prevenção, do reconhecimento dos sinais de alerta e do diagnóstico precoce

Aline Teixeira

09/10/2026 12h21

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Foto: Reprodução

A trombose pode se desenvolver sem apresentar sintomas evidentes e provocar complicações graves quando não é identificada e tratada adequadamente. A formação de coágulos nos vasos sanguíneos pode comprometer a circulação e, em alguns casos, levar à embolia pulmonar, condição potencialmente fatal. Em alusão ao Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, especialistas alertam para a importância de reconhecer os fatores de risco e buscar atendimento diante de sinais suspeitos.

A doença ocorre quando um coágulo sanguíneo, chamado trombo, se forma dentro de um vaso e dificulta a passagem do sangue. Uma das manifestações mais comuns é a trombose venosa profunda (TVP), que geralmente atinge as veias profundas das pernas.

Embora o risco aumente com a idade, pessoas jovens também podem desenvolver a condição. Entre os fatores associados estão cirurgias recentes, imobilização prolongada, histórico pessoal ou familiar de trombose, obesidade, tabagismo, gestação e uso de medicamentos que contêm determinados hormônios.

“É importante desmistificar a ideia de que trombose é uma doença exclusivamente relacionada à idade. Embora o risco aumente com o envelhecimento, pessoas jovens também podem desenvolver a condição quando existem fatores predisponentes”, explica a cirurgiã vascular e angiologista Tatiana Losada.

Dor e inchaço podem indicar a doença

A trombose venosa profunda nem sempre apresenta manifestações perceptíveis. Quando os sintomas aparecem, os mais comuns incluem inchaço, dor ou sensibilidade, aumento da temperatura e vermelhidão na região afetada. Em geral, as alterações atingem apenas um dos membros.

Um dos principais riscos é quando parte do coágulo se desprende e chega aos pulmões, provocando uma embolia pulmonar. Entre os sinais de alerta estão falta de ar repentina, dor no peito, aceleração dos batimentos cardíacos e, em alguns casos, tosse com sangue.

Diante de suspeita de trombose, é importante procurar atendimento médico imediatamente. Já sintomas como falta de ar súbita e dor no peito exigem atendimento de emergência, pois podem indicar uma complicação grave.

O diagnóstico depende de avaliação clínica e, quando necessário, de exames específicos. A identificação precoce permite iniciar o tratamento e reduzir o risco de complicações.

Hábitos saudáveis ajudam na prevenção

A adoção de medidas preventivas pode contribuir para diminuir o risco de formação de coágulos. Entre as recomendações estão praticar atividade física regularmente, evitar longos períodos na mesma posição, movimentar as pernas durante viagens prolongadas, manter o peso sob controle e não fumar.

Pessoas que passarão por cirurgias, precisarão ficar imobilizadas por períodos extensos ou já tiveram episódios de trombose devem receber orientação médica individualizada sobre medidas preventivas. Dependendo do perfil de risco, podem ser necessárias intervenções específicas, como o uso de medicamentos anticoagulantes.

“A prevenção precisa ser individualizada. Uma pessoa que já teve trombose, por exemplo, possui um perfil de risco diferente de alguém sem histórico da doença. Por isso, é importante conversar com um especialista para identificar os fatores de risco e definir quais cuidados são realmente necessários para cada caso”, ressalta Tatiana.

Tratamento depende de cada paciente

Quando a trombose é diagnosticada, a escolha do tratamento considera a localização e a extensão do coágulo, além das condições clínicas do paciente. Na trombose venosa profunda, os anticoagulantes são frequentemente utilizados para impedir o crescimento do coágulo e reduzir o risco de novas formações.

Outras intervenções podem ser indicadas em situações específicas, conforme a gravidade do quadro e a avaliação médica. A duração do tratamento também varia de acordo com as características de cada caso.

A especialista reforça que alterações repentinas não devem ser ignoradas, principalmente quando envolvem dor e inchaço em apenas uma das pernas. A automedicação pode atrasar o diagnóstico e comprometer a condução adequada do tratamento.

O Dia Mundial da Trombose integra uma campanha internacional de conscientização que, em 2026, destaca os riscos associados à saúde da mulher em diferentes fases da vida, incluindo gestação, período pós-parto, uso de hormônios e menopausa. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a doença e incentivar a prevenção e o reconhecimento precoce de seus sinais.

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