SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Com o retorno de “Stranger Things” nesta semana, quando quatro episódios da quinta e última temporada foram disponibilizados, um aspecto recorrente da série da Netflix foi novamente criticado a falta de mortes entre os personagens principais.
Não é de hoje que a série dos irmãos Matt Duffer e Ross Duffer é acusada por parte de seus espectadores de covardia, reconhecida pelo hábito de introduzir novas figuras e eliminá-las nas mesmas temporadas em que são apresentadas ao público.
É o que aconteceu na segunda temporada, quando Bob Newby, o carinhoso namorado de Joyce, mãe de Will Byers, o garoto que é capturado por Vecna no início da série, foi brutalmente assassinado por um dos monstros do Mundo Invertido da série.
Na terceira temporada, em 2019, a estratégia se repetiu em dose dupla. As vítimas foram o russo Alexei, que ajudou o xerife Hopper após ter sido sequestrado por ele, e Billy Hargrove, irmão mais velho de Max.
Após se comportar como um valentão durante oito episódios, ele decidiu se sacrificar para salvar a irmã e os seus amigos.
Já a quarta temporada, que ficou pronta três anos depois, trouxe a morte que, possivelmente, se tornou a mais impactante entre os fãs. Eddie Munson, papel que lançou a carreira de Joseph Quinn, deu sua vida ao invadir o Mundo Invertido ao lado de Eleven e a trupe de Hawkins, cidade fictícia onde se passa o seriado.
Esse último acontecimento, inclusive, é abordado nos capítulos dessa quinta temporada que já foram disponibilizados. Embora o sacrifício de Eddie tenha marcado Will, Mike, Lucas e especialmente Dustin, a cidade insiste em dizer que o jovem não passava de um homem perigoso e degenerado.
De um jeito ou de outro, e embora os últimos anos tenham reservado muitas ameaças brutais, todos os personagens principais de “Stranger Things” permanecem a salvo. Parte dos fãs já viu essa primeira leva de episódios e, depois da promessa de que a temporada seria brutal, demonstrou o seu descontentamento nas redes sociais.
Afinal, não é como se os Duffer não flertassem com a possibilidade de matar protagonistas. Ao final da terceira temporada, por exemplo, Hopper estava pronto para sacrificar sua vida em nome de Joyce, por quem é apaixonado, e Eleven, que tem como espécie de filha adotiva. Poucos dias depois do suposto sacrifício, entretanto, os Duffer confirmaram que o personagem ainda estava vivo.
Não suficiente e considere o que vem a seguir um possível spoiler os quatro episódios mostram os pais de Mike Wheeler, um dos garotos do núcleo principal, sendo brutalmente atacados por Demogorgons, os capangas que ajudam Vecna. Entretanto, o roteiro impediu que eles morressem e levou a dupla para o hospital.
Em entrevista a Variety, Matt Duffer disse que “Stranger Things” não deve ser comparada com “Game of Thrones”, fenômeno da HBO que é reconhecido pela alta quantidade de mortes envolvendo rostos centrais. Nos últimos anos, eles também disseram, em várias ocasiões, que evitam ao máximo tratar as mortes como um acontecimento leviano. Segundo os irmãos, elas precisam de propósito para acontecer.
Nem por isso deixam de provocar os fãs e prometer, para a última temporada, a morte mais violenta de toda a série. Resta aguardar os próximos episódios outros três serão disponibilizados no dia de Natal, enquanto o último chegará na véspera do Ano-Novo para ver se a promessa será cumprida.