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Muito além do susto: slashers pouco convencionais para ver em casa

Confira 6 filmes para te deixar desconfortável como nunca antes

Alexya Lemos

30/01/2026 5h00

Atualizada 29/01/2026 15h43

hush a morte ouve

Hush: A Morte Ouve. – Foto: Divulgação

Durante décadas, o slasher se consolidou como um dos subgêneros mais reconhecíveis do terror: assassinos implacáveis, vítimas em fuga e uma lógica de sobrevivência que o público aprende a decifrar rapidamente. Ainda assim, longe das franquias mais populares e dos clichês repetidos à exaustão, há filmes que usam essa mesma estrutura para experimentar linguagem, provocar desconforto ou dialogar com questões contemporâneas, mostrando que o gênero está longe de se esgotar.

Confira abaixo produções apostam em caminhos menos óbvios, seja pelo silêncio absoluto, pela sátira afiada, pelo horror psicológico ou pelo excesso gráfico sem concessões. Esses slashers escapam do padrão e surpreendem justamente por subverter expectativas, ideais para quem nunca ouviu falar desses títulos, mas está disposto a repensar o terror para além da máscara e da faca.

Hush: A Morte Ouve

Nessa obra de Mike Flanagan, conhecido por séries como A Maldição da Residência Hill, uma jovem escritora vive isolada em uma casa no meio da floresta quando passa a ser perseguida por um assassino mascarado. Mas ium detalhe muda tudo: ela é surda. A partir daí, o filme constrói sua tensão explorando o silêncio, a percepção limitada da protagonista e a lógica cruel do jogo de caça.

O grande destaque está na forma como o suspense é criado sem depender de diálogos ou trilha constante. A câmera assume o ponto de vista da personagem em vários momentos, colocando o espectador dentro da mesma sensação de vulnerabilidade. O confronto entre vítima e agressor é direto, físico e sem glamour.

Onde assistir: Grande locadora

Dragão Vermelho

Prelúdio de O Silêncio dos Inocentes, o filme acompanha o agente do FBI Will Graham, chamado para capturar um serial killer conhecido como “Fada do Dente”. Para entender a mente do assassino, ele precisa recorrer justamente a Hannibal Lecter, o psiquiatra canibal que o deixou traumatizado no passado.

O filme explora assassinatos ritualísticos e a psicologia do predador. A narrativa aposta mais na tensão psicológica do que no choque gráfico, criando um clima constante de ameaça. Com um elenco de peso, Hannibal Lecter é interpretado novamente por Anthony Hopkins, reprisando um dos personagens mais icônicos do cinema. Já o assassino é vivido por Ralph Fiennes, em uma atuação fria e perturbadora que se tornou referência.

Onde assistir: Apple TV

Pearl

Ambientado décadas antes de X, o filme acompanha Pearl, uma jovem que sonha com a fama enquanto vive isolada em uma fazenda, cuidando do pai doente e sendo reprimida pela mãe. Aos poucos, frustração, desejo e violência se misturam de forma explosiva. O slasher aqui ganha contornos de estudo psicológico. Em vez de começar com mortes, o filme constrói lentamente o colapso emocional da personagem, transformando o horror em algo íntimo e desconfortável.

Além da estética contrastante de coloridos em meio a tanto sangue, Mia Goth, que interpreta Pearl, também é coautora do roteiro. Sua atuação foi amplamente elogiada, especialmente por um monólogo extenso que se tornou um dos momentos mais comentados do terror recente.

Onde assistir: Prime Video

Morte, Morte, Morte

Um grupo de jovens ricos se reúne em uma mansão durante um apagão causado por um furacão. O que começa como uma brincadeira de festa se transforma em pânico quando mortes reais começam a acontecer, e todos se tornam suspeitos. O filme funciona é um slasher moderno e satírico, quase um terrir, usando o assassinato para criticar comportamentos, hipocrisias e relações tóxicas da geração hiperconectada.

O mistério se mistura ao humor ácido e à tensão típica do gênero e a produção ganhou destaque por atualizar o slasher para o contexto das redes sociais e das discussões identitárias, dividindo opiniões justamente por usar o horror como ferramenta de comentário social.

Onde assistir: Netflix

A lenda de Candyman

Sequência direta do clássico de 1992, o filme acompanha um artista visual que passa a se interessar pela lenda urbana de Candyman, uma entidade evocada ao dizer seu nome cinco vezes diante do espelho. A investigação acaba despertando algo muito mais perigoso. Mais do que um slasher qualquer, o filme é uma reflexão sobre memória, violência e racismo estrutural.

Aqui, as mortes existem, mas estão ligadas a uma mitologia construída a partir do trauma coletivo e da repetição histórica da violência. Jordan Peele assina o roteiro e a produção, trazendo sua marca de terror social como em “Nós” e “Corra!”. O filme dialoga diretamente com o original, mantendo a lenda viva, mas ressignificando suas simbologias para o presente.

Onde assistir: Apple TV

Terrifier

Sem grandes explicações ou histórias complexas, o filme apresenta Art, o Palhaço, um assassino que aterroriza um grupo de jovens na noite de Halloween. Aqui, a narrativa serve basicamente como suporte para cenas de violência extrema. O diferencial está justamente no exagero. Terrifier aposta no gore explícito, em mortes prolongadas e na figura de um vilão absoluto. Não há alívio e nem ironia: o desconforto é constante.

Interessante notar como, durante todo o filme, inclusive o segundo, Art não fala, usando apenas expressões corporais para se comunicar, o que as vezes gera mais confusão do que esclarecimentos. O personagem acabou se tornando um ícone cult do terror independente, impulsionando continuações ainda mais radicais.

Onde assistir: Prime Video

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