SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A 5ª temporada de “Stranger Things”, com o último episódio lançado no primeiro dia do ano, teve uma recepção negativa de fãs e críticos. Mas, em entrevista à revista Variety, os criadores da série, Matt e Ross Duffer, afirmam estar orgulhosos do desfecho e da cena em que Will, interpretado por Noah Schnapp, se assume gay para os amigos.
Segundo os criadores, o momento foi planejado ao longo de nove anos e representa o passo final na jornada emocional do personagem. Para os Duffer, Will é uma peça-chave na derrota de Vecna. “A série sempre foi sobre os personagens superarem o mal, e isso passa por se aceitarem e se unirem”, afirmou Ross. Matt completou dizendo que a autoaceitação é o tema central do encerramento e que a cena funciona como um confronto simbólico definitivo contra Vecna.
Os criadores também ressaltaram o cuidado ao escrever o momento, revelando que passaram mais tempo nesse diálogo do que em qualquer outro da série. A principal preocupação era que a cena fosse verdadeira e confortável para Schnapp. “Quando vimos que ele estava feliz com o resultado, nos sentimos seguros”, disse Matt, destacando ainda a atuação “corajosa e vulnerável” do ator.
Nas redes sociais, porém, fãs apontaram que os últimos episódios não exploram bem o potencial dos atores, reduzidos a cenas piegas. Criticos descreveram a temporada como arrastada, sem conclusões que respeitassem o arco evolutivo dos personagens, e com acontecimentos pouco convincentes. O encerramento decepcionante foi relacionado a ambição desmedida do programa.
Mesmo surpresos com a reação hostil nas redes, os irmãos Duffer reforçam que não se arrependem das escolhas feitas para o final da série.
Ainda à revista americana, eles disseram que deixar o destino de Eleven ambíguo foi proposital. “Eleven representa a magia da infância. E sabíamos que, para que nossos filhos pudessem crescer, a magia precisava deixar Hawkins.”