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Obi-Wan e Darth Vader se amam, diz diretora de série sobre jedi de ‘Star Wars’

A nova série estreia no dia 27 de maio, no Disney+; No elenco, nomes como Ewan McGregor, Hayden Christensen e Moses Ingram

Por FolhaPress 26/05/2022 10h54
A nova série estreia no dia 27 de maio, no Disney+; No elenco, nomes como Ewan McGregor, Hayden Christensen e Moses Ingram Foto/Reprodução

Obi-Wan é um grande mentiroso. Ao menos, “de um certo ponto de vista”, como ele mesmo diz ao jovem Luke Skywalker no “Star Wars” clássico, quando ainda não sabe que o maior vilão da galáxia é seu pai.

Afinal, quando encontra um velhinho simpático de túnica franciscana no deserto, mal imagina que ele esquartejou o seu pupilo, Anakin, e o abandonou, ainda com vida, às margens de um rio de lava. Dezenove anos depois, quando vai entregar o sabre de luz para Luke, relembra os beijos, mas omite os tapas dessa história de amor.

Sim, de amor. É como define Deborah Chow, criadora e diretora de “Obi-Wan Kenobi”, nova série sobre os anos em que o jedi se exilou no planeta Tatooine, protegendo a cria de seu discípulo a distância.

“A relação entre os dois é muito especial nas prequels [os episódios um a três da franquia]. Obi-Wan fala: ‘Você era meu irmão, Anakin, eu te amava!'”, lembra Chow, sobre o momento em que o mestre se declara ao discípulo em chamas. “Acho que esse relacionamento segue mesmo com tudo que acontece. Eles se amavam como irmãos, e é o que constitui esses personagens.” Diria o poeta, amor nenhum dispensa uma gota de ácido.

Como se sabe, o pupilo tem sua vingança logo no primeiro filme da saga, em 1977, quando Vader acaba com o mestre num curto duelo. Só décadas depois, a partir de “A Ameaça Fantasma”, de 1999, é que conhecemos um Obi-Wan jovem, certinho, mas ao mesmo tempo malandro –que rende memes até hoje com suas tranças, mullets e tiradas sarcásticas.

Era um novo jedi que nascia na pele do britânico Ewan McGregor, aceitando o desafio de dar novo estofo ao que fez seu monumental conterrâneo Alec Guinness, morto em 2000, nos longas originais.

Já faz 17 anos que McGregor não interpreta o jedi –o que espelha inclusive os cerca de 20 anos que separam os episódios três e quatro.

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Foto/Reprodução

“Construir o personagem neste diferente ponto da vida é um dos aspecto mais desafiadores e estimulantes da série, porque temos que conectar as duas trilogias”, afirma Chow, primeira mulher a comandar uma produção “Star Wars”, e que já trabalhou na série “O Mandaloriano” –que, depois do Titanic que foi “A Ascensão Skywalker”, abriu a porteira para a franquia na TV, também com “O Livro de Boba Fett”.

Ainda não é um terreno garantido –nem mesmo entusiastas se deleitaram tanto com as produções mais recentes, apesar de o universo inteiro ter se rendido às fofuras do Baby Yoda.

A série vai se passar entre os dois filmes, com um Luke ainda pequeno, sob os cuidados dos tios Owen, vivido por Joel Edgerton, e Beru Whitesun Lars, papel de Bonnie Piesse. Daí deriva um clima de perseguição e desconfiança, com civis sendo mortos pelos soldados do Império –com destaque para os macabros inquisidores, que já apareceram em “Star Wars Rebels”– quando não entregam um jedi de bandeja.

“É um período sombrio e parece apropriado [para nossa realidade], considerando tudo que passamos nos últimos anos. Gravamos a série ainda com a Covid, agora estamos em guerra. Eles também estão tentando sobreviver e ter alguma esperança.”

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Se antes tinha a liberdade para criar um personagem bem diferente do de Guinness, McGregor agora sente uma nova responsabilidade de se aproximar do sábio Ben Kenobi com seus primeiros pelos grisalhos. E haja cabelos brancos –depois de ter mutilado o pupilo predestinado, perdeu o grande amor da sua vida (a duquesa Satine, morta em “Clone Wars”). Isso sem falar dos dois sóis que racham sua cuca sob o céu de Tatooine.

Os atores Alec Guinness e Mark Hamill durante cena do filme ‘Star Wars: Uma Nova Esperança’ Reprodução ** Porém o que todos querem ver mesmo é o reencontro dele com Anakin, já na carapuça de Darth Vader, mas que será interpretado por Hayden Christensen, que também não habita essa pele há 17 anos, mas já apareceu em trailers e fotos do set.

“Sem Ewan o programa nem existiria”, diz a diretora. “Mas tive sorte de ter também o Hayden, são atores que já viveram esses papéis nas prequels, eles encarnam esses personagens na percepção do público” –Christensen, em particular, nunca mais se deu tão bem nas telonas desde “A Vingança dos Sith”. “Eles conhecem esses personagens, quando eu tinha alguma dúvida, podia só perguntar, eles sentem o que é certo ou não”, defende.

O que vai chegar à minissérie de seis episódios nesta sexta-feira, enfim, vai fazer uma versão “oficial” de acontecimentos que fãs, livros e quadrinhos já especularam à exaustão. Vai depender, porém, se o ponto de vista de Chow levará a história para a bíblia canônica de “Star Wars”, ou será mais uma mentira provisória perdida na galáxia.

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OBI-WAN KENOBI

Quando: Estreia nesta sexta (27)

Onde: No Disney+

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Elenco: Ewan McGregor, Hayden Christensen e Moses Ingram

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Produção: EUA, 2022

Direção: Deborah Chow








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