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No novo ‘Top Gun’, Miles Teller diz que não tinha o corpo ideal para o filme

Parceiro de Tom Cruise malhou por três meses para mostrar músculos no segundo filme da franquia

Por FolhaPress 25/05/2022 5h35
Fotos|Divulgação|Paramount Pictures

IVAN FINOTTI
SÃO PAULO, SP

Quando “Top Gun” estreou, em 1986, o ator Miles Teller ainda não havia nascido. De fato, ele nasceria exatamente nove meses depois, o que nos leva a pensar se não foi o filme de Tom Cruise que embalou o namoro daquele casal na Pensilvânia.

“Você está sugerindo que eu talvez tenha sido concebido no lançamento de ‘Top Gun’?”, pergunta ele, surpreso, durante a entrevista que concedeu à Folha. “Bom, é um grande filme”, arrebata, sorrindo.

“Acho que vi na TV quando era adolescente”, conta Teller. “Achei muito legal o que os pilotos faziam. E amei ver o Tom, Val Kilmer, Anthony Edwards, Meg Ryan, todos eles. E a trilha sonora, cara! Achei a trilha matadora”, diz o ator de 35 anos, que despontou para a fama como o jovem baterista de “Whiplash: Em Busca da Perfeição”, de 2014.

Agora, em “Top Gun: Maverick”, que estreia nesta quinta (26) no Brasil, Miles Teller interpreta o filho de Goose, o antigo parceiro de Maverick (Tom Cruise), morto após um acidente de voo na obra de 1986. E ele culpa o velho aviador pela morte do pai.

Velho é modo de dizer. Cruise tinha 23 anos no primeiro filme e agora tem 59, mas parece perturbadoramente o mesmo. Em Cannes, onde ele apresentou o filme na semana passada, o astro disse a cerca de mil jornalistas e curiosos ter “consciência de que sou privilegiado”.

“Eu sempre quis pilotar aviões, viver aventuras, fazer filmes. Eu era do tipo sonhador, sempre escrevia minhas histórias. Comecei a trabalhar cedo cortando grama, limpando neve. Uma parte do dinheiro dava à minha família, a outra usava para ir ao cinema.”

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Cruise falou de sua predileção por não usar dublês. “Sim, eu sei que fazer isso é perigoso. Mas não se pergunta por que Gene Kelly dança em todos os filmes dele, né? Se eu faço um musical, eu tenho de dançar”, afirmou.

Teller também falou sobre os desafios de fazer cenas de ação para um blockbuster. “A gente estava voando mesmo no filme, o tempo todo, mas não pilotando. Estávamos no jato com um piloto real na frente, nós sentados atrás, fingindo pilotar.”

“Não atuamos com tela verde por trás. Tudo o que você vê na tela, a gente realmente fez. Em outras palavras, a gente estava sobrevoando montanhas, às vezes voando invertido sobre as montanhas. Estávamos enfrentando 7,5 G (equivalente a sete vezes e meia a gravidade normal)… É, foi bem intenso.”

Ele admitiu que teve que suar muito para chegar no corpo exibido nas telas, especialmente na cena em que joga futebol americano sem camisa na praia, uma citação à cena do vôlei no primeiro filme.

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“Foi uma preparação razoável, talvez uns três meses. Eu não tenho naturalmente o corpo necessário para fazer ‘Top Gun’. Eu tive que chegar nele. Acho que, como ator, você torce para fazer parte de uma boa montagem de vez em quando. E a montagem dessa cena do vôlei no primeiro filme é uma das mais icônicas da história do cinema.”

Outro momento “repetido” é o dos rapazes tocando piano no bar, que é o preferido de Teller. “As cenas em que a gente voa foram divertidas de fazer. Mas eu gosto bastante dessa cena do bar, quando os novos pilotos são apresentados. É uma bela cena.”

Por fim, a trilha sonora “matadora” de 1986 (a canção “Take My Breath Away” levou o Oscar em 1987) aparece novamente em diversas ocasiões.

Além de ter mexido com o imaginário norte-americano de uma forma que espelhou o patriotismo da era de Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos entre 1981 e 1989, o primeiro “Top Gun” tem números que explicam a razão dessa devoção.

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Após a estreia do filme, em 1986, as vendas de óculos do modelo aviador cresceram 40% nos EUA e a quantidade de jovens americanos se alistando na Marinha quintuplicou, segundo uma reportagem da base de dados cinematográfica IMDb.

Mais importante para Hollywood, a obra custou US$ 15 milhões e vendeu US$ 357 milhões em ingressos, ou 24 vezes mais. Já “Top Gun: Maverick” custou US$ 150 milhões. Grosso modo, a fórmula é que, para se pagar, um filme precisa arrecadar o dobro dos gastos de produção, pois os cinemas ficam com cerca de metade da bilheteria. O voo está prestes a decolar.

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