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Música

Três avanços tecnológicos que vão impactar a indústria musical nos próximos anos

Fabricio Schiavo, CTO e co-fundador da Magroove, explica como o universo da música pode ser revolucionado com o avanço da tecnologia

Redação Jornal de Brasília

18/12/2023 12h45

Foto: SoundOn/Pexels

A música sempre foi uma expressão artística em constante evolução, e a tecnologia tem desempenhado um papel crucial em moldar essa jornada. Nas últimas décadas, testemunhamos uma revolução na indústria musical impulsionada por vários avanços tecnológicos, desde a era dos CDs físicos até a ascensão do streaming, totalmente digital. Mesmo com todo o avanço da tecnologia no mundo, a indústria musical muitas vezes parece presa em uma cápsula do tempo, relutante em abraçar plenamente as oportunidades que a era digital oferece.

Para o especialista no assunto, Fabrício Schiavo, CTO e co-fundador da Magroove, distribuidora digital de músicas nas plataformas de streaming, toda a tecnologia tem transformado como criamos, consumimos e compartilhamos a música, mas mesmo com toda tecnologia, ainda existem muitas práticas herdadas da época das mídias físicas. ”Um fato é que a indústria musical ainda está parada no tempo, mesmo com tantas mudanças tecnológicas — uma grande prova disso são os grandes players do setor, que ainda estão presentes desde as outras décadas. Portanto, ao meu ver, ainda existe muito espaço para a modernização no mercado musical”, explica.

Enquanto muitos setores industriais se reinventam constantemente, a música muitas vezes se agarra a modelos de negócios antiquados e práticas ultrapassadas. “Essa espécie de resistência à mudança têm deixado a indústria, principalmente no Brasil, em um estado de estagnação. Existe sim muito a se modernizar já que a tecnologia exerce um papel muito importante na democratização da indústria musical”, comenta Fabrício.

Para o especialista, o próximo ano será regado a avanços tecnológicos, mas três setores em específico impactarão a indústria musical. São eles:

Centralização

Com o avanço da tecnologia, a centralização está prestes a ser abalada, as plataformas descentralizadas em blockchain, artistas e criadores terão mais controle sobre sua música, eliminando os grandes players permitindo uma ascensão das distribuidoras digitais, que proporcionam uma distribuição mais equitativa de receitas e automaticamente empoderando artistas independentes. Essa descentralização promete redesenhar a dinâmica de poder na indústria musical, dando aos talentos uma voz mais forte e desafiando a hegemonia das grandes gravadoras.

Burocracia

A burocracia será impactada pela implementação de contratos inteligentes que agilizam os processos de licenciamento, pagamento de royalties e gestão dos direitos autorais, reduzindo a complexidade burocrática desse setor, permitindo transações mais rápidas e transparentes entre artistas e produtores. Essa automação promete simplificar os processos driblando os desafios vivenciados atualmente quanto à precariedade de organização dos sistemas privados quanto à distribuição de mídia e coleta de royalties.

Tomada de decisão

O uso avançado de análise de dados, inteligência artificial e algoritmos de aprendizado de máquina, proporcionará insights mais precisos sobre o comportamento do consumidor e as tendências de mercado, levando mais facilmente ao sucesso. A tecnologia capacitará profissionais da indústria a tomar decisões assertivas, uma das grandes frentes que florescerão é a transformação de soluções business intelligence (BI) e analytics voltados para a música. Num futuro próximo, essa tecnologia passará a empoderar artistas menores com uma informação mais estratégica para a tomada de decisões de sucesso.

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