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Vício afetivo: psicólogo explica porque ficamos presos a uma relação

Psicólogo italiano conhecido por abordar o sofrimento humano ensina a identificar o vício afetivo e manter uma relação sem apegos em “Amar ou depender?”

Vício afetivo: psicólogo explica porque ficamos presos a uma relação

O relacionamento abusivo é realidade para três em cada cinco mulheres. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dois anos, mais de 243 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência dentro da relação.

O vício afetivo é uma doença que pode ser curada e, o mais importante, pode ser prevenida. Em Amar ou depender?, o psicólogo italiano Walter Riso dialoga com pessoas que são ou foram vítimas de um amor doentio e orienta casais a trabalharem hábitos saudáveis para manter uma relação intensa e sem apegos. A obra ganha uma nova edição brasileira pelo selo Academia, da Editora Planeta.

Segundo o autor, dar-se afetivamente não significa desaparecer no outro, mas integrar-se de forma respeitosa. O amor saudável, assim, é uma soma de dois, em que ninguém perde. Por isso, já na primeira parte do livro, Riso trata de esclarecer que desejo não é apego, assim como o desapego não é indiferença. E aponta um culpado no esquema central de todo apego: a imaturidade emocional.

Ela se manifesta de três formas, explica o psicólogo: baixos limiares para o sofrimento, baixa tolerância à frustração e a ilusão de permanência. “O amor é uma experiência perigosa e atraente, por vezes dolorosa e sensorialmente encantadora. Esse agridoce implícito em todo exercício amoroso pode ser especialmente fascinante para os atrevidos e terrivelmente ameaçador para os inseguros”, diz.

Na segunda parte da obra, o autor mostra ferramentas para promover a independência afetiva e continuar amando. A partir do princípio da exploração, sugere dicas práticas como brincadeiras espontâneas, incursão na arte, viagens e geografia, ler, conhecer gente. Já a terceira parte ensina o que fazer para se desligar de amores doentios por meio de princípios como realismo afetivo, o autorrespeito e o autocontrole.

Com tradução de Sandra Martha Dolinsky, Amar ou depender? reforça a importância de aprender a renunciar e jogar a certeza no lixo. Lições como estas fizeram de Walter Riso uma referência para lidar com o sofrimento humano. Nascido na Itália, em 1951, morou na Argentina e Colômbia, onde se especializou em terapia cognitiva e mestre em bioética. Atualmente, o psicólogo mora em Barcelona.

Sobre o autor

Walter Riso é médico em Psicologia, especialista em Terapia Cognitiva e mestre em Bioética. Há 30 anos atua como psicólogo clínico e na formação de terapeutas, além de participar de cátedras universitárias na América Latina e na Espanha, publicar artigos científicos e escrever para diversos meios de comunicação. Seus livros foram traduzidos para 13 idiomas e ensinam a criar estilos de vida saudáveis em vários ambientes.

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