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Literatura

Seminário mostra relação entre as literaturas brasileira e russa

Evento acontecerá na Biblioteca Nacional de Brasília, nesta sexta (15), das 19 às 21h30

Redação Jornal de Brasília

12/12/2023 12h30

Andrey Prokin e Maurício Melo Junior, à frente da realização do seminário. Foto: Divulgação

O que há em comum entre obras literárias brasileiras e russas? As inspirações que tocaram Graciliano Ramos e Fiódor Dostoiévski são tão distantes quanto o sertão nordestino da Sibéria? Como culturas tão diferentes podem convergir? Estas são algumas questões sobre as quais o seminário “Convergências entre as Literaturas Russa e Brasileira” discorrerá. Um dos objetivos do encontro literário é apresentar os fios semânticos que conectam os dois povos, estimulando os participantes a mergulharem no estudo dos laços culturais e humanitários através de um conhecimento mais substantivo da cultura russa. Realizado pela Agência Russa Para Cooperação Internacional Humanitária «Rossotrúdnichestvo» e pelo Instituto Cultural Casa de Autores, o evento acontecerá na Biblioteca Nacional de Brasília, nesta sexta (15), das 19 às 21h30. A ação conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e Biblioteca Nacional de Brasília.

“Apesar da distância geográfica, há temas e influências mútuas na criatividade entre os nossos países. Pontos de entrelaçamento na literatura podem ser encontrados tanto na prosa quanto na poesia. A cultura russa, especialmente a popular, inspirou escritores e poetas no Brasil. Autores modernos de Brasília e de Moscou, em suas obras, tentam dar respostas a questões muito semelhantes. E se o Brasil é formado a partir das ‘três raças tristes’ descritas por Vinícius de Morais, na canção deste país também há uma lágrima russa”, analisa Andrey Prokin, diretor de Casa Russa no Brasil.

O fenômeno promove situações curiosas, como a relatada por Maurício Melo Júnior, presidente da Casa de Autores. “Por muitos anos um poema de Eduardo Alves da Costa circulou pela internet que teimava em atribuir o texto ao poeta russo Vladimir Maiakovski. Isso se dá por conta das experiências pessoais dos autores, marcados por questões sociais, como a pobreza e a falta de perspectiva”. Maurício também resgata que autores como Nelson Rodrigues, por exemplo, diziam-se fortemente influenciados por Dostoiévski. Enquanto outros intelectuais brasileiros fizeram imersões na Rússia, construindo pontes. Ferreira Gullar e Jorge Amado, este bastante lido na Rússia, chegaram a morar em Moscou.

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